E não é que a Tragédia dos Comuns se comprovou mesmo!
Sexta, 12 de Dezembro de 2014

Já tratamos em tema prévio sobre a teoria econômica intitulada Tragédia dos Comuns. Vamos resgatá-la e evidenciar como ela ocorre ainda nos dias atuais.

 

No período da Idade Média havia a segregação das áreas de terra nos conhecidos feudos, sendo alguns deles de uso comum. Esses eram como que áreas públicas, nas quais todos e qualquer um poderia fazer uso, inclusive plantar. É mais ou menos como nossos parques e praças nos dias atuais.

 

Adivinhem quais das áreas eram mais organizadas, quais eram mais produtivas, quais eram mais cuidadas? As que não eram dos ‘comuns’. Qual sanitário é mais limpo, o da sua casa ou o da praça? Ou seja, isso indica o que exatamente vivemos em todas as épocas da humanidade, demonstrando que a sociedade como um todo tende a ser desregrada, tende a buscar o individualismo e descuidar do que é considerado público ou do outro.

 

Evidentemente (ainda bem) isso não é uma regra e pode ser superado com o nível de civilidade que um grupo alcança, mas geralmente é assim que a grande massa se movimenta.

Foi justamente essa situação que percebi nestes dias em uma área comum, não de estratosférico fluxo, mas ainda assim de considerável convivência social. Reparei um plástico de embalagem de bala no chão e fiz um experimento social. Deixei-o lá e resolvi observar o que aconteceria. Apesar de muitas pessoas passarem pelo mesmo local e terem a oportunidade de juntá-lo e dispô-lo em uma lixeira, passaram “batido”. Logicamente alguns podem não o ter visto, mas certamente muitos (como eu) repararam aquele pedacinho de plástico fora do seu devido destino. Mais que isso, nunca deveria ter sido lá disposto! 

 

Tive 3 longos dias vendo o mesmo material lá disposto, até que alguém o deve ter feito, provavelmente um sujeito especificamente responsável pela limpeza do local.

 

A Tragédia dos Comuns se comprovou e em duas etapas bem definidas: Na primeira, porque alguém não respeitou a área comum e jogou aquele pedacinho de plástico no chão, que bem poderia ter ficado na mão do seu proprietário por alguns segundos a mais (ou mesmo no bolso) e logo ser colocado na lixeira. Na segunda, porque mesmo vendo, ninguém teve o interesse de melhorar a área comum, deixá-la mais ‘produtiva’, agradável, adequada e esperou que alguém o faria. 

Todos sabemos que quando todo mundo é responsável por alguma missão, ninguém o faz.

Ainda assim, acreditemos na evolução da consciência humana, confiando de verdade que os bons exemplos e ações melhorem o nível geral da sociedade.

Da próxima vez lembre-se, o espaço comum também é o seu.

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