Quer vir morar aqui?
Sexta, 13 de Dezembro de 2013

Recentemente, me chamou atenção uma edificação em Santa Catarina tipo centro comercial, próxima à fronteira com a Argentina. O projeto, provavelmente audacioso, deveria prever um parador turístico, agregando comércios em uma rodovia movimentada, com fluxos nacionais e internacionais, em local estrategicamente definido próximo a um trevo.

Esse imóvel, no entanto, estava fechado, abandonado, resultado de uma meta frustrada. Aí perguntei aos companheiros de viagem e provoquei um momento de reflexão: por que será que aquele parador não foi bem sucedido em seu objetivo? Quem sabe não foi bem divulgado, ou não tinha a apresentação esperada pelos viajantes e turistas, ou faltou algum serviço âncora como refeições, que atraísse os clientes para os demais atrativos? Ou quiçá não tinha o volume de público esperado para superar o necessário para cobrir os custos dos operadores e o resultado almejado?

E o que veio antes, o ovo ou a galinha? Bom, o certo é que, para quem vem de fora, dar opinião e achar dezenas de justificativas para as causas e propor centenas de ações que deveriam ter sido implementadas para o sucesso de algum negócio é fácil. O difícil é, enquanto administrando, ele efetuar a leitura correta e mudar quando necessário, permanecer igual quando preciso ou mudar para ficar igual.

De qualquer sorte, tanto o ovo quanto a galinha, representam números, e os que interessam nessa análise que estamos propondo é o de gente. Ou seja, muitos negócios por si só já 'dão certo' se houver público, visitantes, população para consumir, dinheiro circulante para alimentar os fluxos na economia ou aquele setor.

Há um tempo atrás, como cidadãos assíduos que somos, ficamos de certa forma sentidos com uma reportagem nacional apresentando nosso município entre aqueles que nacionalmente não cresceu em termos populacionais. Por outro lado, é exatamente disso que precisamos (com qualidade e ordenamento na evolução) se de fato queremos vê-lo com um impulso de crescimento, superando um ilusório limite populacional e potencializando tantas coisas boas que temos.

Tenho certeza de que muitos de nós estranha, mas acha positivo andarmos na rua e já não 'conhecermos' mais os que cruzam por nós. São novos frederiquenses, novas famílias, estudantes, profissionais da educação, das áreas públicas e privadas, comerciantes, profissionais liberais que se integram ao nosso Barril para alavancar aquilo que é necessário: mais gente de qualidade, mais ideias, mais ação, mais gasto, mais novos hábitos, mais possibilidade de que a oferta de lazer e gastronomia tenha mercado consumidor.

Continuemos crescendo!

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