Quando a burocracia do Estado emperra as possibilidades de desenvolvimento: confirmação
Sexta, 30 de Outubro de 2015

Há algumas semanas atrás escrevi sobre o tema acima. Nesta semana, foi comprovado.

Participando da entrega da Medalha do Mérito Farroupilha, tive a honra, além de presenciar o empresário compartilhar um pouco de sua história de sucesso, escutar pelas palavras do próprio chefe do legislativo gaúcho que o tema da coluna era verídico!

Falava ele que o momento era para celebrar o estado que se esforça, que dá certo, mas mais significativo, o parlamentar dizia que se o Estado não ajudasse, que ao menos não atrapalhasse. É verdade, é fato, é o entrave que todos enfrentam, especialmente nessas épocas em que o governo se vê “avalizado” a aumentar os encargos.

O que significa o estado não atrapalhar? Será não aumentar tributos, que já estão insuportáveis? Será não aplicar cobranças indevidas, dando ao “direito” de defesa do contribuinte a lacuna certa para ele morrer no cansaço e mais uma vez desvirtuar suas energias para o que não agrega à sociedade e à geração de renda e emprego? Ou será não criar novas leis, regulamentos e decretos, que às vezes nem o agente sabe exatamente como explicar e muito menos a população como seguir?

Quem sabe significa não colocar em prática leis antigas, que caíram em desuso, mas são cobradas porque trazem maior arrecadação ao governo, ou lucro fácil aos amigos, ainda que não representem nenhuma melhora efetiva. Similar ao que os caminhoneiros estão enfrentando nestes dias, com os cursos obrigatórios, necessários e pagos de cargas indivisíveis (excesso lateral ou altura).

Será que significa se esforçar mais em fazer seu papel de buscar eficiência em sua equipe, colocar a máquina pública a serviço verdadeiramente do cidadão, lhe dar o empurrãozinho que falta para ser mais feliz, mais seguro, mais saudável, com melhor bem-estar?

Eventualmente o estado não ajuda, mas ao menos não atrapalha, represente ao não criar mais um artifício para espremer a população com mais impostos, em um bagaço que já não tem mais de onde sair suco, concedendo-lhe contra vontade menor capacidade de consumo, menor qualidade de vida, por causa da inércia do governo em não fazer seu dever de casa, qual seja ele, reduzir gastos, caso não consiga pagá-los.

Repriso e ainda vale:
“O resumo disso tudo é que vivemos em um descompasso entre a vontade de fazer os negócios prosperarem (dentro da legalidade e sem abrir mão das conquistas sociais justas) e a carga imposta pelo Estado, que justamente apenas é pesada e não conseguimos perceber benefícios na mesma proporção de nosso esforço e contribuição. Pode ser um desabafo para muitos, mas é a realidade.”

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