O que se esperar de um chefe de estado, quando ele deve agir...
Sexta, 20 de Novembro de 2015

É difícil precisar e exigir como uma pessoa deve se comportar. Não é tarefa simples e geralmente não se deve pressupor e julgar as ações dos outros, conforme nossos padrões de comportamento considerados “normais”.

Há, no entanto, um mínimo de bom senso e posicionamento considerado esperado, principalmente quando nos referimos a governantes e nos deparamos com situações de catástrofes. Me refiro ao recente caso da barragem de Mariana, MG.

Não sei vocês, mas o que eu imaginaria é que a primeira atitude de qualquer estadista deveria ser preocupar-se com as pessoas e com as ações imediatas e de caráter emergencial (portanto provisório, mas efetivo) para que a situação de vida e convivência fossem retomadas o mais rápido possível. Ou seja, que tudo o possível e ao alcance fosse efetuado para se conseguir reconfigurar a vida da população o mais próximo do que era antes e com o prazo mais curto.

Catástrofe, isso é o que ocorreu. Catástrofe, na minha modesta opinião, foi o resultado da ação e dos primeiros pronunciamentos da presidente. Não tenho sua fala completa, estou me servindo do que foi veiculado na televisão e na mídia impressa e digital. Mas esperava que ela trouxesse algo de efetivo, ações, movimentação do governo e parceria com Estado e esferas municipais afetadas, aquilo que efetivamente traria algo de diferente e positivo à população afetada.

 

Chocou-me, chocou-me usar da palavra para “anunciar” que o Ibama estaria autuando a empresa em expressiva monta. Avisar que a empresa (consórcio) estaria sendo penalizada, ponto final. Não acreditei no que ouvia. Isso está fora de contexto! Ela não é o Ibama, não é isso que se quer escutar! Isso não é efetivo! Deixe esse órgão fazer por si, deixe a empresa buscar as reparações que entenda, deixe se defender, caso seja abusiva ou descabida a penalidade, deixe ser penalizada se couber.

É como se uma multa exemplar fosse resolver o problema. Como se uma caução bilionária fosse efetivamente resolver o problema. O que esperava era uma palavra de conforto, o direcionamento que uma mãe dá aos filhos no momento de fraqueza, algo claro e sincero que dissesse aos habitantes afetados o que o governo estaria fazendo para remediar a situação.

Quem sabe nós é que estamos fora de contexto nesses dias de estrelismo público. Os mortais não pensam assim, querem apenas ser humanos! Tratados como humanos.

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