A modernização do filtro dos sonhos: Hard Rock Cafe dos “Caingangues” americanos
Sexta, 05 de Fevereiro de 2016

Esses dias tratamos sobre a influência de outras culturas, a exemplo dos índios americanos e seus filtros dos sonhos na nossa, inclusive no artesanato e arte dos nossos Caingangues.

Tenho certeza que muitos de vocês conhecem ou tiveram uma daquelas camisetas ou moletons da moda, que a gurizada adorava comprar ou ganhar nos anos 1980, do Hard Rock Cafe. Igualmente muitos de vocês já tiveram a oportunidade e caso contrário, vale a experiência no futuro, de visitar, comer ou lanchar em algum dos Hard Rock Cafe distribuídos pelo mundo. Madri, Barcelona, Roma, Toronto, Londres e outras cidades que possuem a marca sendo explorada e recebendo visitantes do mundo inteiro, decoradas com motivos, relíquias, fatos e artefatos da história do Rock.

Ora, até aí tudo bem, estamos em um mundo globalizado, franchisings se espalham, as pessoas desejam se identificar e sentir-se bem, comer boa comida, estar em ambientes agradáveis. Mas se eu dissesse que essa forte marca global é de propriedade dos índios aqui perto do rio, dos que moram nas margens das rodovias?
Duvidariam, com certeza.

Não é a verdade, mas é correlata. Os ´donos´ dessa potência global com a maior coleção mundial de artigos do tema musical, incluindo hotéis e cassinos, que geralmente tem como funcionários e garçons jovens de diversas nacionalidades, multiculturais e poliglotas são os índios americanos. Sim, os “Caingangues” americanos tem o que muitos magnatas de sucesso não lograram. Vale a pena dar uma fuçada e conhecer um pouco mais da Tribo Seminole http://www.semtribe.com/ .

Qual o objetivo de traçar esses comparativos? Nada além de despertar a curiosidade e reflexão acerca do caminho que temos que seguir como nação no sentido de dar forças às nossas potencialidades. Nada além de demonstrar a necessidade de sermos menos apegos a leis e regulamentos que ´trancam´ a atividade privada e considerar com isso maiores condições da própria área pública em investimento, educação, promoção e conservação da identidade cultural local e regional. Nada além de ao invés de discriminar e tratar de minorias da moda, dar condições para que todos sejam cidadãos dignos. Nada além de demonstrar que temos uma caminhada sólida já construída, mas que não podemos deixar euforias do momento derrubarem pontes que deveriam ser perenes começarem a ruir, como a estabilidade econômica e os ganhos baseados na produtividade, o bem estar baseado no esforço individual e não às custas do coletivo.

Continuem nossos índios construindo filtros dos sonhos. Usemos o que passa por eles como efetivamente um pensamento purificado que nos permita lucidez para os próximos passos como cidadãos e nação.
 

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