Dilma, Lula e as Leis da Guerra: desobediência!
Sexta, 18 de Março de 2016

Achava interessantíssimo ver naqueles filmes de época as tréguas concedidas no meio de uma guerra. Acredito que vocês também devem se lembrar de algum capítulo em que isso ocorria.

Mais ou menos assim: dois grupos, brigando por soberania nacional, regional, geográfica, grupal se confrontavam e literalmente iriam matar-se uns aos outros. Mas mesmo assim, no meio da tensão máxima, levantavam (ou não) uma bandeira sinalizando desejo de diálogo e geralmente os generais (desculpem, não sou perito nas patentes) destacavam-se à frente de seus pelotões, caminhavam até o centro do campo de batalha e tinham uma breve conversa com seu adversário.

Depois disso, cada um retornava ao seu respectivo lado, davam o comando aos seus e partiam bravamente para se digladiar até a morte, de ambos os lados, sendo que em um deles uma minoria restaria viva. Em alguns desses casos, entretanto, o líder do grupo negociava o tratamento ´justo´ dos seus como prisioneiros de guerra, em conformidade com as leis da guerra e se entregavam.

Acho interessantíssimo, quase surreal, terem paz na guerra. Atualmente, dificilmente temos casos como os históricos. Ao contrário disso, alguém, geralmente aficionado em algum game, achando que está dentro dele, cravado de problemas psicossociais, abre fogo sem uma única palavra, salvo alguma mensagem estranha nas redes sociais e logra nada além de um massacre, sem sentido (humano) e acaba com dezenas de vidas e sonhos.

Parecido com a política. Alguém também pede o apoio do ´adversário´, ou daquele que lhe oferece tratamento ´justo´, faz uma delação premiada e massacra outros tantos, que na verdade já estavam em guerra.

O detalhe é que em algum momento, por perceber que poderia dizimar sua tropa, o líder de maneira honrosa ergue a bandeira branca e salva os seus, mal comparando, salva seu país.

Não temos tido a oportunidade, ainda, de ver essa parte. O osso é bom demais para largar, mas nessa altura do campeonato, os lobos (do bem) ao redor estão rosnando tanto que certamente não está mais dando prazer tentar chegar no tutano nutritivo do trono presidencial e do cargo político.

Parece já terem perdido muitas batalhas, provavelmente a guerra, estão prejudicando a saúde, a vida, a chance de êxito e sobrevivência dos seus. Uma rebelião é alternativa plausível.

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