Quem foi que inventou? (Alguém também disse que não tem que ser assim)
Sexta, 17 de Junho de 2016

Quem foi que inventou que as placas brasileiras deveriam ser padrão e todas ter a mesma medida? E por que iniciou a obrigatoriedade de bordas nelas? Alguém disse que isso não é relevante e nos Estados Unidos, onde inclusive nem placa na parte frontal dos veículos necessário é.

Quem foi que inventou a lei que não se poderia vender bebidas alcoólicas em restaurantes e bares localizados em rodovias? E que acabou em nada, salvo prejudicar os negócios, gerar custos e fazer todos darem um jeitinho de trocar as portas de acesso da parte frontal para as laterais dos seus estabelecimentos? Alguém inventou que efetivamente jovens não devem beber e nos EUA só o podem a partir dos 21 anos, maioridade completa. Igualmente neste país, em alguns estados, a moral e bons costumes traduzidos na lei sequer permitem a circulação da população com vasilhames de bebida alcoólica na mão – e todos respeitam.

Quem foi que inventou o aumento de impostos para salvar a pátria? Fiquei sabendo de um país, escrachado até esses dias, cujo novo mandatário nacional ao assumir reduziu a taxação, flexibilizou algumas leis, regularizou outras atitudes ´formalizando´ o que todos sabiam que ocorria no mercado negro (de câmbio), fazendo com que a arrecadação se elevasse em curtíssimo tempo. Esse país se chama Argentina, o mandatário Macri.

Quem foi que inventou a legislação ambiental exagerada e na prática permissiva a grandes catástrofes, inclusive dos empreendimentos públicos? Alguém disse que isso necessariamente não resolve. A propósito, em alguns estados dos EUA, o que está na sua propriedade é sua propriedade, ou seja, tem autonomia para fazer o que quiser. As nossas simples ´podas´ que precisam de autorização, bem, sem comentários.

Quem foi que inventou a legalização exagerada, que está sendo prevista no eSocial? Certamente há evoluções. Evidentemente o limite é a legislação trabalhista e os acordos coletivos. Agora, o engessamento que nem empregado e nem empregador desejam não tem sentido. Ou faz alguma razão obrigar informar com 30 dias de antecedência as férias que serão gozadas? E se o trabalhador tiver uma necessidade ou chance de algum evento muito bom e importante para ele que acontecerá em 15 dias, precise e queira tirar as férias e tanto ele quanto o empregador acordarem que isso seja possível e viável, sem prejudicar ninguém? Tem sentido se privarem do que é bom e desejado por que a ´lei´ diz que não? Alguém disse que isso não tem lógica nenhuma. A propósito, nos EUA quem quiser fazer hora extra faz, mesmo que exceda as nossas brasileiras 2 máximas diárias. Ou seja, quer trabalhar, é bom, vai ser pago, faz bem a remuneração, a empresa precisa, o cliente está esperando? Façam e colham os frutos, todos.

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