Tudo bem, vamos reacender a Tocha
Sexta, 16 de Setembro de 2016

Para muitas coisas na vida precisamos de inspiração. Às vezes usamos técnicas para isso, que dependerão de cada um, e quem sabe algumas manias.

Na melhor parte das vezes, no entanto, inspiração é uma coisa que simplesmente “vem” – de fora ou vem de dentro.

Escrever, compor, fazer arte geralmente é assim, é estar aberto a algo que o mundo está lhe mostrando ou que você quer mostrar a ele.

Para essa coluna foi assim. Sentir o que a realidade me transmitia. Por isso não tinha como não escrever sobre a Semana da Pátria, mais precisamente os Desfiles de 7 de Setembro.

Como é legal ver o que acontece nesse evento, especialmente pensando sob o prisma dos educandos. Primeiro, há a estrutura inteira da sociedade organizada nas escolas envolvidas na preparação para “demonstrar” os valores presentes em seu dia a dia e que são passados aos alunos. Além disso, temos a cidade mobilizada pelos órgãos públicos, comunidade em si e organização do evento.

No entanto, o mais interessante mesmo é entender a simbologia disso para a educação dos jovens, o que isso representa na sua formação como cidadãos, na doutrina e consciência que os traz.

Se por um lado há cidades que já não possuem mais as festividades do Dia da Pátria (sim, alguns municípios não têm a capacidade de se organizar para isso), outros ainda positivamente se mobilizam e vão às ruas para mostrar para si mesmos como zelam pelo país e o civismo de cada um.

Mais legal ainda é ver, como vi e me comovi, a quantidade de escolas com banda marcial! Historicamente, tenho na memória três instituições com tradição local de bandas em suas escolas, ano após ano as mesmas. Não tenho informações fidedignas, nem mesmo relativamente aos últimos anos, mas, contrastando a essa estatística de 20 anos atrás, nessa edição foram nove bandas. Lindo, louvável, especialmente pela dedicação que certamente professores e técnicos empregaram, além, logicamente, dos maestros. Isso, entretanto, é exemplo para dar o que fazer aos jovens que são incentivados a se interessar pela arte, pela ocupação saudável, desenvolvedora de boas habilidades.

Bonito também é ver o semblante dos jovens empalmando as faixas e bandeiras de suas amadas escolas, das quais, caso não sintam saudades no futuro, sentirão orgulho e saberão que em razão delas são as pessoas que se tornaram despois da adolescência. Marchemos para o bem!

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