26 tons de verde?
Sexta, 04 de Novembro de 2016

Cores. Elas têm relação com ciência, física, fisiologia, gostos pessoais, mas também com economia. Querem ver?

Antes disso, devemos falar só um pouco sobre os eventos da natureza. É ou não é verdade aquele velho ditado que depois da tempestade vem a bonança? Isso não faz muito mais sentido quando reparamos em belos espetáculos da natureza, na luminosidade e no pôr do sol imediatamente após a chuva? Uma das explicações para isso é o fato de a atmosfera, geralmente carregada por partículas emitidas (principalmente pelos humanos), ser “lavada” e tornar a refração da luz menor. Ou seja, vemos tudo mais límpido, mais longe, as cores mais nítidas e vivas.

Por falar em cores, vamos lá. A pitoresca cidade de Campina das Missões/RS esbanjou beleza em uma “pós-chuva-lavadora-de-partículas”. Muitos eram os tons exuberantes da natureza, uma infinidade, especialmente de sur tons de verde. Daí o título deste texto, que, por uma rápida pesquisa na net, chegou a esse número indicativo das verdes primárias.

Lá a natureza é bela e a economia possui suas idiossincrasias e representa relevância para a região e sua população.

Do “outro lado do mundo”, entretanto, também encontramos indícios de desenvolvimento econômico (aliás acelerado – apesar de em decréscimo nos anos recentes, mas ainda elevado para os parâmetros mundiais). Em Pequim, diversos são os alertas para os problemas de qualidade do ar, incluindo paradas de fábricas e rodízios de veículos, com enormes impactos negativos à própria economia e à população. Uma das causas seriam as fábricas de carvão rodando em nível de atividade máxima, responsáveis pela geração de energia da locomotiva mundial.

Nessa cidade da China (como em tantas outras ao redor do mundo), está mais para tons de cinza, nada românticos, que impedem tanto a passagem da iluminação solar como a dissipação da poluição e partículas sólidas emitidas – é o efeito estufa exponencial.

O que prefere? 26 tons de verde, com suas infinitas variações intermediárias, ou os variados (e quem sabe monótonos) ricos tons de cinza? Uma boa alternativa seria os benefícios do desenvolvimento econômico do cinza aliados ao bem-estar da natureza bem cuidada e presente, mesmo em grandes centros.

Frederico Westphalen já perdeu uma parte de seu pulmão verde na região central (espero que se dê conta de que não precisa perder mais). Erechim/RS, Campo Grande/MS, para citar exemplos de cidades com exemplares e contagiantes áreas verdes bem no meio delas, bem como muitas capitais com seus parques e praticamente todas as cidades americanas altamente arborizadas, representam que isso não é uma dicotomia, mas uma possibilidade bem próxima.

26 tons de verde, vários tons de cinza. Eles combinam.

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