Sem asfalto para pintar
Sexta, 08 de Dezembro de 2017

Vi essa semana uma ação que está sendo feita nos Estados Unidos de certa forma inovadora e surpreendente. A cena do vídeo de divulgação era mais ou menos assim: um caminhão andando à frente de um grupo de pessoas ia depositando uma espécie de tinta/cobertura sobre o asfalto, de coloração branca. Em seguida os operários iam espalhando essa cobertura sobre o asfalto, de forma que ele recebesse sobre toda sua superfície uma película da referida tinta.

São chamados pavimentos frios (tradução livre) e sabem qual era o objetivo disso? Contribuir para a redução da temperatura média do local. Eles tem funcionado para reduzir de 10º a 15º F, em média, a temperatura ambiente nos locais onde já foram aplicados. Parece uma coisa de outro mundo, mas está acontecendo, ainda que a “nossa” realidade aparentemente seja distante disso.

Afinal de contas, como iremos pensar em uma pintura sobre o asfalto para uma ação tão “longo prazo” quanto a contribuição para a redução da temperatura global se muitas vezes nem pavimentos temos? Se falta asfalto e se onde há asfalto em certas ocasiões ele é precário, pensar em pintar um pavimento ainda parece bastante longe do alcance de nossas mãos.

O que pode acontecer, tomara, é que em outros momentos adiante possamos transpassar a falta de infraestrutura e consigamos alcançar novas ondas de tecnologia, mesmo não participando das atuais. Em suma, há tecnologias atuais para as quais podemos não ter acesso, ou condições de se adequar ou participar, mas que logo ali na frente participemos de outras ainda mais contemporâneas e ainda melhores que as atuais. É como que um salto de nível sem passar por um degrau necessariamente. Isso acontece e acontecerá certamente.

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