China: o comunismo é compatível com o capitalismo?
Sexta, 14 de Fevereiro de 2014

Se essa pergunta fosse feita na onda de quebra do regime soviético em 1991, a resposta seria um contundente e caloroso NÃO, claro que não!

Para responder melhor a esse questionamento nas bases atuais, é preciso que resgatemos algumas informações. Todos vão lembrar que com as facilidades geradas pelo processo de abertura econômica na década de 1990 houve uma verdadeira inundação de produtos importados. É nesse período que ocorreu o advento de segmentos até então inexistentes como "Tudo por R$1,00", que posteriormente viraram os "1,99", então os "por até R$5,00" e mais recentemente "Tudo por até R$10,00" (essa evolução é tema oportuno para outra conversa).

Naquele momento de produtos chineses (e de outros países asiáticos) abundantes, tudo o que se ouvia era que produto chinês era sinônimo de "porcaria". Se quebrasse, se parasse de funcionar antes de chegar em casa, se estragasse 50 metros longe da água (tinha aquela inscrição 'water resistant/à prova d'água - 50m' [risos]), se não atendesse o que era propagandeado na embalagem, a resposta  na certa seria: "também, Made in China!".

Pouco tempo depois, já não eram tão ruins assim, nem tão simples quanto um brinquedinho de plástico. Aí a onda foi outra. Com produtos de melhor qualidade, muito mais técnicos e com finalidades efetivamente importantes e úteis, seja de consumo imediato ou mais duradouro como ferramentas e vestuário, o nível de competitividade igualmente invejável fez com que dominassem o mercado brasileiro (e mundial). Em um subcapítulo dessa fase homens e mulheres ficaram impressionados com a perfeição das imitações, embora algumas ainda de qualidade questionável. Os comentários passaram a ser outros e eram do tipo "também, fazem tudo com trabalho infantil e escravo!". 

Atualmente os produtos chineses continuam mais que nunca competitivos e especializados. São sinônimo de qualidade, design, inovação, tendência, enfim, são o que todo mundo consome, pois efetivamente fornecem para o mundo todo. Não há lugar no planeta que não se curve à agilidade, presteza, tecnologia empregada, escala de produção, eficiência e competitividade elevada demonstrada pelos asiáticos. Os melhores produtos do planeta e de todo gênero são feitos lá e pode ter certeza que você consome-os mais do que imagina.

Mas um detalhe, cada vez mais estão aliando isso a um incremento nas preocupações relativas à legislação trabalhista e ambiental.

Então meus amigos, um alerta. Se as desculpas de qualidade, desrespeito às leis estão se esgotando, o recado é que o Brasil e o resto do mundo mais do que nunca aproveitem os bons exemplos capitalistas do gigante comunista para ficar no jogo do comércio mundial.

Huí tóu jiàn!

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