Se não houver exemplo, as pessoas lerão jornal?
Sexta, 28 de Março de 2014

Não é muito difícil tornar o tema acima uma discussão econômica, que é o objetivo desta coluna, pois por diversas situações, dúvidas como se as versões impressas resistiriam aos meios eletrônicos já estiveram no centro de acirrados posicionamentos. Muito mais se considerarmos que grandes meios de comunicação como o The New York Times enfrentaram nos últimos anos (nesse caso também influenciado pela crise de 2008) severos problemas financeiros. Igualmente, a tradicional Gazeta Mercantil teve sua última edição em 2009, apesar de ter sido considerado referência sólida em redação sobre finanças e economia, quase que um ‘guru’ para as pessoas do ramo.

Se a mídia impressa jamais vai ser extinta, ou se cada vez mais as versões digitais tomarão espaço, é assunto de rodas de conversa, como eu mesmo já presenciei em reuniões sociais. A propósito, em um encontro recente dos colunistas do Folha do Noroeste, o tema “hábito da leitura” foi trazido à pauta. Peço licença ao prof. Jefferson para comentar o que ele citou, que é justamente o exemplo e o envolvimento para deixar um legado, a propósito, tema consagrado em seus textos. 

Quando ele está sentado, fazendo suas leituras, o filho lhe pergunta “o que o sr. está fazendo pai?”. Prontamente ele traz seu jovem roqueiro ao colo e lhe incentiva a ver algumas palavras que estão vindo aos olhos pela luz refletida na folha (no Folha). Mesmo que o ato seja válido, passado o tempo necessário para percorrer as informações que lhe parecem interessantes, logo retorna sua rotina como a de todas crianças.

Isso me faz lembrar também as histórias que minha vó conta. Seu pai, o Vovô Albea sempre estava com um jornal a tiracolo, devorando toda informação disponível no periódico. Naquelas épocas, especialmente no interior, não era raro alguém trazer de uma só vez várias edições de jornais e repassar para servir à leitura de uma semana inteira.

Igualmente a imagem mental que sempre faço de minha avó é vidrar em um jornal, se ele estiver a menos de 10 passos de si. A propósito, minha sogra também tem uma fascinante atração irresistível ao jornal. Não por acaso elas seguem os bons exemplos que viram. Mais que nunca vale o velho ditado: “as palavras movem, os exemplos arrastam”. E por falar em legado e nos ‘pequeninos’, vamos ao chinês “o homem que move montanhas, começa carregando pedras pequenas”. A dica é lermos temas que nos interessam, sejam jornais, literatura brasileira ou internacional (que tá na moda com a gurizada e que eventualmente se transformam em filmes) ou revistas científicas e de negócios.

Demos exemplos de leitura!

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