As placas de patrimônio, você e sua equipe conhecem mesmo o seu negócio?
Sexta, 04 de Abril de 2014

Certamente muitos já ouviram falar e falaram que o resultado de uma organização se mede pela forma com que as pessoas contribuem para ele e dela se beneficiam, se desenvolvendo como pessoas, profissionais e economicamente. A propósito, lembro bem das aulas do nosso querido professor Valter Silva, falando a respeito de ‘calor’. 

Na verdade, tecnicamente o calor (peço licença aos bacharéis em Física e ao professor Fabris) não é necessariamente quente. Ele é uma medida de temperatura que vai variar de acordo com escalas (como a Celsius, Kelvin e Farenheit) e poderá assumir diferentes valores. Esses sim poderão nos transmitir uma sensação mais fria ou quente.

Do mesmo modo, o resultado alcançado em um negócio (seja monetário ou intangível) necessariamente não é lucro. Ele pode ser positivo (e muito) ou negativo (e igualmente muito) e novamente as pessoas têm um impacto enorme nesse saldo. 

Muitas vezes nos referimos carinhosamente aos colaboradores mais antigos de uma empresa como ‘placas de patrimônio’, por conhecerem muito sobre a cultura do negócio e falando sobre isso vou contar uma história. Acredito firmemente que os exemplos sejam ilustrativos para entendermos os conceitos e conteúdos.

Ela ocorreu durante uma feira-exposição em Porto Alegre. Durante a montagem do stand necessitamos de alguns materiais elétricos e fomos ao comércio local em busca disso. A primeira incursão de compra foi em um super home center, daqueles que tem de tudo, tudo mesmo, de sorte que quem estiver construindo pode achar desde a fundação aos acabamentos, passando por mobília e acessórios. Ele era moderno, bonito, com espaços amplos e nos transmitia a sensação de ter tudo ao alcance. Ocorre, no entanto, que ao ser atendido pelo vendedor, descobri que nem tudo estava lá, pois ele informou não ter o produto especificado.

Como era imprescindível atender nossa necessidade, fomos a outro estabelecimento, desta vez um antigo, tradicional no ramo, não ´cheirando a tinta fresca´ como o outro. O vendedor consultou o programa de estoque e nada localizou. No entanto, encontramos o sr. Joaquim (fictício para este texto), que escutou o outro vendedor falando e logo exclamou “espera aí que acho que tem esse material lá no depósito, naquele cantinho, debaixo daquela outra caixa, ao lado daquelas que chegaram ontem… Esperem que vou lá conferir”. Alguns poucos minutos e…bingo! Lá vinha ele com a solução dos nossos problemas. 

Conclusão: ele sabia mais que a própria organização em si. Ele foi além daquilo que trivialmente se enxerga. A placa de patrimônio teve as suas vantagens e se mostrou eficiente, um verdadeiro ativo da empresa em conquistar e manter clientes. 

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