A racionalidade a serviço da humanidade e não da burocracia da bestialidade!
Sexta, 25 de Abril de 2014

Observação a uma das principais ferramentas per se das Ciências Sociais, especialmente para analisar as relações econômicas no tema dessa coluna e a tradução das situações corriqueiras de nosso dia a dia em teoria de fácil entendimento.

O Brasil está sendo campeão em criar novas regras, aperfeiçoando infrutiferamente as instituições nacionais, a serviço do serviço em si. São normas, regulamentos, comportamentos, costumes que cada vez estão mais complexos. Quem sabe a própria Nova Língua Portuguesa se serve a isso.

Não levem a mal, não é crítica à criação de regras, bem pelo contrário. Apesar de civilizados (às vezes parece que nem tanto), as regras de convivência devem existir, ser revistas e aperfeiçoadas, incluindo os bons costumes (esses raramente passam por mudanças drásticas). O problema é que o Brasil sofre de uma burocrática e impressionante mania de grandeza, de país superdesenvolvido, legislação mega contemporânea, carecendo, esquecendo e padecendo de coisas muito mais básicas e importantes para todos nós cidadãos trabalhadores, a saber: a racionalidade e o bom senso nos usos e costumes.

Gostaria de ilustrar isso com dois exemplos.

Na Espanha, observei que havia semáforos sobre as pistas, em uma espécie de via perimetral, de grande fluxo e escoamento na área urbana. Sobre cada uma das 6 ou 8 vias havia semáforos, sinalizações luminosas nos dois sentidos, vistas de ambos lados. Num primeiro relance não entendi qual era a finalidade, mas logo a lógica prevaleceu e se mostrou valente, lembrada e determinante para facilitar a vida cotidiana, alegrar um pouco mais o cinza da cidade fazendo com que cada um chegasse mais rápido ao seu destino.

No início do dia, quando as pessoas se dirigiam ao trabalho, escola, atividades diversas, o fluxo era intenso em apenas um dos sentidos. Qual a lógica? Prover mais vias e maior escoamento justamente naquele sentido que necessita disso. 

No entanto, o volume de veículos não é constante em apenas um sentido, pois esse mesmo ‘tanto’ de carros (ou mais, ou menos) fazia forte fluxo no sentido oposto em outros horários do dia. Aqui a lógica a favor da humanidade: se no horário de manhã, das 8 faixas 2 eram abertas para o sentido Sul e 6 para o sentido Norte, de tarde ocorria o reverso. 

Onde entram os costumes? Todos sabem que devem olhar àquelas placas luminosas e respeitar sua orientação sobre se poderiam seguir naquela faixa ‘verde’, e não nas ao lado fechadas em um ‘x vermelho’. A racionalidade faz com que os recursos (limitados) atendam do modo mais eficiente as necessidades (ilimitadas). Eis o grande e velho conceito de Economia!

Pensem nisso! Quando puderem se posicionar, formar opinião, auxiliar em decisões importantes para a humanidade, usemos a racionalidade a serviço dela!

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