A racionalidade a serviço da humanidade e não da burocracia da bestialidade! Parte II
Sexta, 16 de Maio de 2014

Em texto prévio, abordamos o tema e indicamos que iríamos ilustrar através de casos práticos a importância de atentarmos à racionalidade e ao bom senso nos usos e costumes.

Vamos então ao outro exemplo. Nos Estados Unidos ocorrem dois aspectos muito típicos para aquele país que estão arraigados nos costumes da população e dos motoristas e certamente poderiam ser espalhados pelo mundo todo, especialmente no Brasil. Eles denotam o grau de civilidade e racionalidade do povo e ao mesmo tempo o uso eficiente dos recursos, nesse caso o tempo. Para que perder tempo e praticidade se podemos todos nos beneficiar com isso?

Lá, ainda que se esteja em um cruzamento de 16 vias e o semáforo esteja fechado para você, poderá ser feita a conversão à direita caso nenhum veículo esteja vindo da esquerda. Ora, se não vou atravessar o cruzamento (que sim está fechado), mas não vem nenhum carro da esquerda (para quem está aberto o semáforo nesta ocasião), por que ficar ali plantado, esperando o tempo passar e o vento percorrer o espaço vazio? Aposto que o cuidado para fazer essa conversão (segura) é muito maior que o respeito empregado pelos nossos motoristas na fase do “amarelo” dos nossos semáforos.

Qual a racionalidade a favor da humanidade? As pessoas ganharem tempo se não é necessário desperdiçá-lo. E os bons costumes? Ninguém fará essa conversão se de fato não for exequível.

Neste segundo exemplo o outro aspecto ocorre nos cruzamentos de vias locais, em bairros mais calmos e de menor fluxo. Neles a racionalidade é similar ao que ocorre com um dos princípios da Contabilidade, qual seja o FIFO (first in, first out)/PEPS (primeiro a entrar, primeiro a sair). Por ele se define que quando consideramos a movimentação de estoque, sequencialmente deverão ter saída primeiro aqueles que entraram antes comparativamente a outros.

É exatamente isso que ocorre e é bonito de ver. Na rua temos quatro placas de pare, ou seja, todos devem parar. Dois veículos se movimentando em direção ao cruzamento chegam praticamente ao mesmo tempo nele e ambos param. Aquele que por milésimos de segundos parou por completo primeiro, será o primeiro a atravessar a via e assim sucessivamente se outros estiverem chegando posteriormente.

Qual a racionalidade a favor da humanidade? Respeitar a preferência de ordem e reduzir os riscos de acidentes. E os bons costumes? Ninguém passará na frente do outro ou se atravessará colocando a segurança do trânsito em risco.

Mais uma vez, ajudemos a humanidade com a racionalidade.

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