Copo meio vazio, ou rede meio cheia?
Sexta, 13 de Junho de 2014

Não tem como não falar em Copa! Muitos são aficionados pelo esporte e não perderão um jogo por nada nesse mundo. Há também outros que mesmo sem assistir corriqueiramente a uma partida, por se tratar da Seleção Brasileira estarão igualmente vidrados nos jogos, torcendo e (já que é inverno) comendo uma pipoca com os amigos e familiares.

Ainda que tenha alguém que não se enquadre em nenhuma das alternativas anteriores, ou seja, é cético e nem se liga nisso, ainda assim terá sua vida afetada pela Copa. Bancos já terão horário diferenciado, o trânsito (especialmente em grandes centros) terá outros picos de fluxo intenso, o fornecedor que está transportando o material que você está esperando irá parar o caminhão nesse horário, atrasando sua necessidade, o contato que você faria com alguém ou alguma empresa, instituição, igualmente não será feito, pois provavelmente quem lhe atenderia do outro lado da linha não estará lá. A visita vai ficar para outro dia, pois mesmo que você esteja disposto, quem iria lhe receber poderá não estar lá para tratar daquele assunto. Enfim, o Brasil para!

Espera aí, para? Em termos não, pois há muitas coisas que apenas acontecerão por causa da Copa. A campanha de vendas será com o tema da copa, o futebol alavancará vendas de camisetas, bolas, bandeirinhas. As premiações que não existiriam foram criadas, para justamente no íntimo do psicológico agregar sua paixão ao futebol e ao país para gerarem negócios, incentivar na sua decisão de consumo. 

Estamos falando das coisas ‘superficiais’, sem ainda tratar das grandes contas de passagens e deslocamentos, alimentação e acomodação dos turistas internos e estrangeiros. Mesmo aqueles que vivem nas cidades da Copa e irão a um jogo, gastarão. E mesmo que em tese não possam, o farão, pois estão no embalo da emoção de sermos campeões.

Em resumo, mais ou menos profundamente, todos estaremos em maior ou menor grau influenciados e sofrendo os efeitos positivos e negativos da competição aqui no Brasil.

Outra coisa é certa, muita gente no mundo todo estará com os olhos voltados para a nação canarinho. E geralmente o que se vê na TV é mais bonito. A produção, o foco apenas no quadro da transmissão e não na estrutura que monta o cenário são sempre mais cinematográficos.

É mais ou menos assim: a Copa está aí. Queiram ou não, a favor ou não dos gastos (o que não isenta responsabilização sobre ilegalidades), isso é um fato.

A propósito disso e daqueles velhos ditados, tipo “copo meio cheio”, parafraseio o que Sam Walton (americano fundador da gigante rede Walmart  - nos dias de hoje também persente no Brasil) respondeu quando indagado:

- O que o sr. acha da recessão?

Respondeu ele

- Pensei a respeito e decidi que não participaria dela.

 

Boa sorte ao Brasil!

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