Cidadania global: quanto vale R$1,00 em português?
Sexta, 22 de Novembro de 2013

Que privilégio dos nossos jovens verem o Brasil na posição internacional que detém atualmente. Se anos atrás ter uma cidadania internacional, através principalmente da obtenção de um passaporte europeu em razão de gerações anteriores era um grande diferencial, atualmente esse resultado pode ser relativizado.

Se tínhamos que explicar exatamente onde era o Brasil, em que se baseava sua economia e que nossa capital não era Buenos Aires, muito menos nossa língua oficial o espanhol, hoje isso está superado. O mundo conhece nosso país, todos sabem dados relevantes, especialmente os econômicos e não apenas os nomes de jogadores importantes (o que por sinal também é um setor de exportação relevante na nossa balança internacional).

Além de empresas nacionais que detêm importante participação no mercado internacional, o brasileiro representa poder de consumo, mão de obra e conhecimento. Somos bem recebidos e o que é melhor, ninguém tem nada contra nós, somos da paz.

Tornamo-nos matéria recorrente no The Wall Street Journal ou no The Guardian. Somos lembrados quando se trata de novas tecnologias, mercados de consumo, seminários de pesquisa internacional ou mesmo espionagem digital (se nos acompanham é porque devemos representar algo relevante!).

Sabem o que mais demonstra isso? O esforço dos outros países, a exemplo dos EUA em aprender e se esforçar a falar português para atender a esses “brasucas” consumidores globais. Enormes outlets em cujos corredores a língua corrente é o português brasileiro. Isso nem de perto era assim há alguns anos - é a linguagem do poder de compra!

E imaginem o que ainda? Um anúncio de vagas em uma gigante rede de materiais para construção americana, a The Home Depot. Mas pasmem, feita em claro e bom português.

Tá bom para ti?

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