Supermercado de Estilos
Sexta, 13 de Dezembro de 2013

Nunca antes na história da humanidade, desde o Homo Sapiens, tivemos tanta liberdade para escolher o que vestir. Historicamente, tribo ou a tradição foram na maioria das vezes os limitadores que direcionaram a forma de usar o vestuário. Até que a moda, com sua montanha-russa, que a cada época decretou o que era in e o que era out, surgisse e fizesse cada um de nossos pais fazer o que lhe era dito.

Entretanto, agora é só olhar em volta. Nas ruas, na televisão, nos blogs, nas passarelas, nas revistas... Há uma diversidade de possibilidades de escolhas infinitas que substituíram de vez a direção única que valia até ontem. É possível coordenar num mesmo look marcas diferentes, estilos opostos, velho e novo, elegância grifada e fast fashion alegre. E, nessa caminhada declaramos visualmente para o mundo onde estamos e quem somos. A complexidade multifacetada e de difícil categorização nos revela na unicidade enquanto indivíduos históricos.

Nesse contexto fica difícil que voltemos à posição de vítimas da moda. O mais provável é que estamos a um passo de vivermos plenamente um momento global de vestir livre e democrático. Então, a meta é: buscar o estilo pessoal e mostrar a identidade com plenitude!

Antropologia e a moda: 

O antropólogo Ted Polhemus, definiu o termo supermercado de estilos como se todos os períodos da história que já existiram resolvessem aparecer juntos, como em latas de sopas em uma prateleira. Para ele, é como se os estilos estivessem dispostos em gôndolas de supermercado e as pessoas escolhessem o que queriam usar, naquele momento ou em tempo integral. Por exemplo, seria uma mistura de um moicano que é completamente punk da década de 70 com uma blusa xadrez que é do grunge de 90 ou um vestido tubinho inspirado nos anos 60 com uma cor flúor diretamente de 80. 

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