Viver vale a pena
Sexta, 28 de Fevereiro de 2014

A vida perfeita fica registrada nas redes cheia de likes e loves. Retoques e efeitos que até os amigos realmente virtuais acreditam na felicidade fabricada. Por trás do touch screen, o retrato sem graça de rostos solitários mascarados por um tempo de multidões que tentam se encontrar em redes que, por vezes, mais separam do que reúnem.

O que se destaca é que esta felicidade falsa não convence. O ápice da felicidade que é registrado e publicado instantaneamente é tão falso como uma nota de onze reais. É certo que existem espectadores de vida ociosa acompanhando a diversão alheia, mas fica uma certeza, que a alegria real é tão gigante, tão pura e genuína, que não merece ser quebrada para ser aprimorada e congelada em fotos impecáveis ou vídeos ensaiados. São essas coisas que nos levam a reflexão: a quem buscamos enganar, agradar ou invejar quando o objetivo maior é dar satisfações a terceiros contando e mostrando sobre nossa vida, do que simplesmente vivendo e compartilhando o que realmente somos?

Fica a reflexão: Como chegamos a esse ponto no qual somos nós tão suscetíveis e carentes de curtidas vestidas de aprovação alheia? Por que a necessidade da aprovação externa é mais importante que a própria autoafirmação? Acredito que o real aprendizado que podemos tirar da era virtual é que devemos satisfazer os próprios sentimentos e emoções, antes mesmo de precisar procurar nos sinais de terceiros uma maneira de estar parte da turminha bacana do mundo virtual. Antes de simular um sorriso ou fingir um brinde meramente para postar uma foto no Instagram, vale se deixar levar pelo que faz o nosso coração pulsar mais rápido. A realidade é que os likes e os loves que se acumulam nas telas de nossos computadores e smartphones não valem nada – o que vale mesmo é viver! (e os melhores momentos vividos não temos tempo e atenção para pensar nos cliques... Essa é a maravilha da vida!)

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