Um dia é pouco
Sexta, 07 de Março de 2014

Um dia é pouco para quem é um pouco de tudo!

E como é desafiador ser feliz com tantos poucos para agradar. Fora os milhares de hormônios que tornam cada um desses poucos mais do que dá para aguentar.

Toda mulher tem um pouco de tudo. Tem um pouco de P..., de criança, de deusa, de feiticeira, de anjo... Talvez, por isso seja uma maratona acompanhar o ritmo de quem é um pouco de tudo.

Um dia é pouco para enfrentar a mídia, que de modo superficial e simplista, incita o embate contra os homens, como se fosse ambição individual desses, a responsável pela opressão feminina.

Todavia, um dia também é pouco para fazer uma reflexão sobre os motivos ocultos que fazem questão de reforçar diferenças de gêneros.

Um dia é pouco para a necessidade que temos de compreender que, tanto os homens como as mulheres possuem, na sua essência, os valores que hoje distinguimos entre “feminino” e “masculino”. E que comportamento forjado durante nossa evolução é determinado, ao mesmo tempo, por essa dicotomia, independentemente de nosso sexo. 

Um dia é pouco para percebermos que há dois universos em cada ser e que ser gente é carregar em si o “masculino” e o “feminino” que tanto se procura diferenciar! 

Um dia é pouco para percebermos que fazendo um pouco de tudo precisamos do nosso lado “masculino” que é força, disputa, competitividade, objetividade, racionalidade, egoísmo e autonomia. 

Também não bastam as horas de um dia para trilharmos nossas ações usando apenas o nosso “feminino” que é sensibilidade, cuidado, emoção, cooperação, solidariedade, intuição, espontaneidade e sensibilidade. 

Um dia é muito pouco para conscientemente percebermos que tudo isso é intrínseco do ser gente, que isso é uma divisão que faz parte do nosso ser, o que é totalmente independe de gêneros.

Um dia é pouco para quem em cada pouco põe tudo que pode e é! Para quem vive assim merece ser feliz! Muito feliz, sem poucos!

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