O ESPELHO DA AUTOESTIMA
Sexta, 22 de Novembro de 2013

Nada de narcisismo! A proposta é substituir consumo por autoestima. E como executar isso no cotidiano?

A ideia parte do princípio que a atitude focada gera uma mudança de perspectiva acalentadora, e convida para agir a partir do que realmente importa. Então, descobrir o que realmente importa passa a ser o desafio – alcançar resultados adquire o tamanho de mais uma etapa do caminho. A vida corre mais feliz e mais significativa.

Mas, e se encontrarmos o que realmente importa fora de nós? “No combate entre você e o mundo, prefira o mundo”, disse Kafka, o mesmo que se ocupou dos tortuosos becos de nossa imaginação. Há o infinito pra dentro, há o infinito pra fora.

Muitas são as questões relevantes que estão no infinito fora de nós. Acredito que não há como, efetivamente, habitar a própria pele e encontrar sentido para nosso cotidiano se não nos inserirmos no tamanho do mundo. Para provocar nosso olhar a alcançar através do espelho, o presente texto tem o objetivo de vir ao encontro de muitas outras propostas, outros encontros, outras ideias que circulam por aí e são comungados por todos aqueles que possuem uma relação similar às nossas utopias, nossas tradições; ao universo feminino, às artes e à cultura.

O que temos a ver com o que está fora de nós? O que consumimos e como consumimos, com quem nos relacionamos, o país em que vivemos, nossa cidade. Com o acesso à informação que temos, não é possível que não juntemos as pontas da degradação do meio, somada às desigualdades sociais, como a falta de acesso à educação e à cultura! Se o consumo não é o nosso objetivo maior passamos para uma perspectiva original. Sejamos originais também no olhar ao outro e ao mundo. As possibilidades de manifestação são múltiplas, as causas são várias. Há outros caminhos que podem nos tornar agentes do mundo para fora e melhorar muito o nosso mundo interior.

Enfim, o grande desafio é aprender a assumir nosso papel de agentes de transformação da realidade à nossa volta – a partir da nossa própria existência mais consciente e crítica. Cuidando do infinito pra dentro e também do infinito pra fora. E assim conquistamos mais amor próprio e configuramos sentidos para nosso viver pleno.

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