Como se compreende a realidade do pecado?
Sexta, 11 de Setembro de 2015

Meus amigos e minha amigas!
Estamos debruçados sobre o Credo, tendo como fundamento dessas nossas reflexões o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica. E a pergunta que está diante de nós é: como se compreende a realidade do pecado? Como se compreende a realidade do pecado? É a mesma coisa de dizer como o ser humano é capaz de se voltar contra o seu Criador? Num ato de rebeldia, de revolta, como se compreende isso?
A fé vem nos dizer que existe o pecado porque existe a liberdade do ser humano. O pecado não nasceu do coração de Deus. Jamais. No coração de Deus só nasce bondade. No Coração de Deus só nasce comunhão. O pecado é produto nosso, produto humano, do mau uso de nossa liberdade. E a verdade é essa, o pecado está presente na história humana.
Olhando o ser humano, vemos a marca do pecado em toda a parte. São as guerras; a fome, porque não sabemos repartir os nossos bens; é o ódio que existe no coração humano; os assassinatos; os suicídios; o egoísmo; a ganância; o passar por cima de muitas pessoas para poder ser rico.
É a sensualidade que se torna uma verdadeira indústria. Tudo isso mostra que o pecado está presente na vida humana.
Santa Teresinha do Menino Jesus, que era Mística Carmelita extraordinária, doutora em oração, disse: “Eu saio deste mundo sem compreender: como o ser humano é capaz de se voltar contra o seu Criador?”
Ela, que entendeu muitas coisas, especialmente no campo do relacionamento, dizia que não entendia como é que o ser humano é capaz de pecar...
Realmente, o pecado é desses mistérios que nós não somos capazes de entender. Só vamos entender depois, à luz de Cristo Salvador.
Mais do que explicar sobre o pecado, Jesus se fez pecado. Assumiu a nossa natureza humana, foi nos buscar lá no lixo, lá embaixo. Ele se humilhou!
Obediente ao Pai, ele se rebaixou para nos tomar, para nos pegar, para nos assumir e fazer seu o nosso pecado. Se apresentar ao Pai como pecador, pagar por esse pecado e nos adquirir assim a redenção.
Como disse São Paulo: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça, a misericórdia, o amor de Deus”.
Em outras palavras, o pecado acabou sendo ocasião para Deus manifestar a sua misericórdia infinita. Porque o pecado tem a marca humana e, como marca humana, é um ato limitado. Mas a misericórdia de Deus, essa não tem limite. Deus, pois, veio ao encontro de cada filho, veio ao encontro de cada filha, veio ao encontro da humanidade pecadora para, através do seu Filho, dizer que a última palavra não é do pecado. Dizer que a última palavra não é da morte. A última palavra é da vida. A última palavra é da misericórdia. A última palavra é do amor de Deus.
E essa é a nossa certeza, a nossa vitória. Estou aqui torcendo para que você participe

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