Em que consiste o primeiro pecado do homem?
Sexta, 25 de Setembro de 2015

Meus amigos e minhas amigas!

Estamos nos debruçando sobre o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica. E nele, a parte dos fundamentos da nossa fé: o Credo. É uma graça termos, em poucas páginas, as verdades sintetizadas da nossa fé, e é uma graça o Catecismo, que explicita, isto é, que torna mais claro, qual é o caminho de Deus para nós.
A pergunta do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica é a seguinte: em que consiste o primeiro pecado do homem? Em que consiste?
É importante ter ideia clara sobre isso, porque foi este pecado que causou uma revolução na criação e necessitou até de um redentor. Pois bem, o primeiro pecado do homem consistiu no seguinte: “O ser humano, o homem tentado pelo diabo, deixou apagar em seu coração a confiança em Deus”.
E desobedeceu. Quis seguir o próprio caminho. Então, na base, no fundamento do primeiro pecado do homem, há uma desconfiança. Quer dizer, os nossos primeiros pais não acreditaram que Deus poderia fazê-los felizes.
Faria felizes e esta felicidade consistiria em obedecermos as ordens e os Mandamentos que Ele nos deixou, que seria de Amá-lo, cuidar bem das criaturas e respeitar aquilo que Ele tinha feito.
Então, levado pela desconfiança, e particularmente pelo orgulho, pelo desejo de serem como deuses, o ser humano caiu, e caiu miseravelmente. E Deus respeitou essa opção humana. Claro, logo no primeiro momento, prometeu um Redentor. Mas o homem foi e sentiu a própria miséria, sentiu-se nu. O homem e a mulher sentiram-se nus. Sentiram-se desprotegidos. Sentiram-se abandonados. Sentiram-se entregues à própria sorte. E esta seria a destinação de toda a humanidade.
Mas Deus, na sua Misericórdia, veio ao encontro da criatura querendo que o ser humano pudesse novamente realizar aquilo para o qual fomos criados. Fomos criados para quê?
Para conhecer, para amar, para servir o Criador. Este criador que depois Jesus vem nos dizer: “Tem um rosto de Pai.”
Quer dizer que nós fomos criados por um pai, por Deus que é pai, para vivemos a experiência da Sua Família. Para que pudéssemos participar da vida, da experiência do amor, pra que pudéssemos participar da comunhão da Sagrada Família.
O pecado consiste justamente nisso, consiste na desordem, na desobediência, na desconfiança.
Por isso, a graça nos veio quando nos tornamos humildes, colocamo-nos no nosso lugar. A graça nos veio pela obediência. A graça nos veio pelo fato de Jesus ter vindo a nós para nos reconciliar com o seu Pai.
Voltando-nos para o nosso criador, peçamos justamente esta graça, de viver na santidade. De buscar novamente aquela santidade original para a qual fomos criados. Porque se grande foi o pecado, imensa e infinita é a graça, e temos condições de voltar a adquirir a graça.
E é isso que o Batismo faz. E temos condições de voltar a ter a Marca viva de Cristo em nós.

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