De que modo Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem?
Sexta, 04 de Dezembro de 2015

Meus amigos e minhas amigas!

Estamos, com a ajuda da Igreja e do Espírito Santo, que está na Igreja, falando do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, um presente extraordinário que o Papa emérito Bento XVI deu à Igreja. Estamos nos debruçando sobre verdades fundamentais, sobre Jesus Cristo.

Assim, chegamos à seguinte pergunta: de que modo Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e verdadeiro homem? Porque é isso que a fé proclama no Credo, que Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Mas de que modo? A fé nos responde inseparavelmente que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

Na unidade de Sua pessoa divina, explico: Jesus tem duas naturezas: a natureza divina e a natureza humana. Unidas a partir do momento da Encarnação, mas a partir da Encarnação o que nós temos é a Pessoa Divina, o Verbo, a Pessoa Divina em Jesus. A nossa fé proclama mais, pois Ele é o Filho de Deus. Ele é gerado e não criado. Se fosse criado, teria um começo, logo não seria perfeito nem infinito. Ele é gerado eternamente pelo amor do Pai. Consubstancial ao Pai. Consubstancial, da mesma Substância do Pai.
O Verbo, Ele é a expressão viva do rosto de Deus. A fé nos diz mais, fez-se verdadeiramente homem. Não fez de conta que assumiu a natureza humana. Mas para a Igreja chegar a essa afirmação, imaginem quantas lutas. Para a Igreja chegar a essa afirmação, quantas reuniões. Para a Igreja chegar a esta afirmação, quantos estudos. Para a Igreja chegar a esta afirmação, quantas orações. Para a Igreja chegar a essa afirmação, quantos concílios.

Verdadeiramente Deus, verdadeiramente homem. Não é um grande profeta que Deus assumiu de forma especial, não. É Deus. Ele não é um Deus que fez de conta, que assumiu a natureza humana, não. É também verdadeiramente homem. Ele também é nosso irmão. Esse Deus, que existe desde todos os séculos, é nosso irmão.

Ele nos assumiu como irmão. Você pode chamar Jesus de Irmão que estará dizendo uma verdade que Ele conquistou. Não é mérito meu nem mérito seu o de podermos dizer que Jesus é meu e seu Irmão. Mas Ele não deixou de ser Deus. Nosso Senhor, Ele veio até nós, assumiu a nossa natureza humana.

Deus de Deus, assumiu em tudo a natureza humana, menos o pecado. Tornou-se nosso Salvador. Mas é verdadeiramente DEUS. E verdadeiramente HOMEM. Então, Jesus que a Igreja tem a apresentar ao mundo é a pessoa divina do Verbo. O Verbo. A Palavra de Deus que se encarnou. Este Jesus que a um dado momento, andava como nós. Jesus sorria como nós. Jesus estendia as mãos como nós. Jesus amava como nós. Com um coração humano.

É este Jesus tão grandioso, é o Deus tão próximo, que é o nosso irmão. É este Jesus que devemos colocar no centro de nossa vida. É este Jesus que devemos anunciar como único Salvador.
Jesus, o amigão,
Jesus, o irmão,
Jesus, o Emanuel,
Jesus, o Deus próximo.

Para que esse anúncio faça parte de sua vida de forma muito alegre, muito bonita e muito brilhante, digamos todos os dias: creio em Jesus Cristo.

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