O QUE NOS ENSINA O CONCÍLIO DE CALCEDÔNIA?
Sexta, 11 de Dezembro de 2015

Meus amigos e minhas amigas


Estamos tendo a graça, e eu poderia dizer um privilégio, de poder falar de Jesus Cristo, o enviado de Deus. E falar com propriedade, com convicção, com certeza, porque a Igreja, depois de vinte séculos vivendo essas verdades, rezando sobre elas e proclamando-as, coloca à minha e à sua disposição o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica.

E hoje nos coloca uma pergunta bastante importante, séria e solene: o que ensina a esse respeito o Concílio de Calcedônia (no ano de 451)? O que nos ensina a esse respeito, isto é, a respeito de Jesus Cristo, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. O quê, então, a esse respeito ensina-nos o importantíssimo Concílio de Calcedônia?

O Concílio foi realizado no ano de 451, portanto no quinto (5º) século. Neste ponto do texto eu não posso fugir muito do que está no Catecismo, porque são afirmações muito categóricas e firmes, que a gente tem de ter muita atenção sobre elas.

Bem, o Concílio de Calcedônia, ensina-nos a confessar um só e mesmo Filho: Nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito na sua santidade e perfeito na sua humanidade. Perfeito como Deus e perfeito como Homem. Depois, logo em seguida, vamos ver por quê? E o Concílio diz mais, Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Composto de alma racional e de corpo. Ele é consubstancial ao Pai, pela sua divindade, e consubstancial a nós, da mesma substância de nós, pela humanidade.

O Concílio de Calcedônia relembra uma afirmação, da carta aos Hebreus 4,15:, onde diz “Em tudo semelhante a nós, menos no pecado. Em tudo e até em nossas necessidades humanas. Jesus passou pelas mesmas necessidades. Tinha que comer. Tinha que dormir. Tinha que relacionar-se. E Calcedônia, em seu Concílio de 451, ainda diz mais: “Gerado do Pai, antes de todos os séculos, segundo a Divindade. Nesses últimos tempos, por nós homens, para a nossa salvação. Nascido da Virgem Maria, Mãe de Deus segundo a humanidade”.

Afirmações Fortes, solenes, que estão na base da nossa fé. Você não imagina quantas pessoas estudaram, rezaram, sofreram e refletiram para descobrir as verdades de Deus. Verdades que Deus revelou em sua Palavra e que as tornou mais claras, mais explícitas para nós, nos Concílios que tiveram assistência do Espírito Santo como no Concílio de Calcedônia, no ano de 451.

Bendito seja Deus, que nos dá assim verdades que hoje para nós são tão claras, que estão ao nosso alcance. Mas que muitos irmãos nossos sofreram e morreram para proclamá-las como verdadeiras.



 

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