Como a Igreja exprime o mistério da encarnação?
Sexta, 18 de Dezembro de 2015

Meus amigos e minhas amigas! Você está acompanhando o estudo do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, este grande presente que Bento XVI deu à Igreja e que ele havia preparado a pedido de São João Paulo II, quando era responsável pela doutrina da fé. Hoje nós chegamos à pergunta: Como a Igreja exprime o mistério da encarnação?
Como a Igreja exprime o mistério da encarnação? Antes de tudo, é bom fazer uma distinção e um esclarecimento. Quando nós falamos em Encarnação, lembramos daquela afirmação, do evangelista João: “O Verbo se fez carne, isso é, assumiu a nossa natureza”. Repito mais uma vez, encarnação não tem nada a ver com reencarnação.

A encarnação é Deus que se faz homem. Reencarnação seria que uma pessoa, tendo morrido, voltasse a viver num outro corpo. Esta é uma doutrina que a Igreja Católica, baseada na Bíblia, não aceita. E nesta pergunta, a resposta do Catecismo lembra o seguinte: a igreja exprime o mistério da encarnação ao afirmar que Jesus Cristo é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus.

Isto é, Jesus Cristo tem duas naturezas: a natureza divina e a natureza humana, mas é uma só pessoa. Quando nós falamos em pessoa, falamos num ser que tem identidade própria, marcada. Por exemplo, você se lembra da época que tinha 8 anos, ou quando tinha 15 anos, daquilo que fez, era outra situação. Você tinha uma visão muito menor, do mundo. Era limitada. Mas você se identifica com aquela pessoa de 8 ou 15 anos. Quer dizer, há uma identidade.

Nós caminhamos, vamos crescendo no conhecimento, mas nos reconhecemos em cada uma das etapas. Deus, portanto, se encarna. Mas a pessoa que se encarna é a pessoa divina de Jesus, que assume a nossa natureza humana e se submete as nossas limitações. A todas as limitações, menos à limitação do pecado, que Ele veio justamente destruir, veio para nos redimir do pecado.

Duas naturezas, humana e divina, mas uma pessoa. Portanto, diz o Compêndio, na humanidade de Jesus, tudo – milagres, sofrimentos, morte – deve ser atribuído a sua Pessoa Divina que age através da natureza humana, a qual é assumida. Então é Deus que age, usando o corpo igual a nós. Aceita a limitação, menos a limitação do pecado.

É um mistério extraordinário, pois Deus quem veio ao nosso encontro para nos elevar, para nos tornar divinos, filhos de Deus. Para que este mistério penetre em seu coração, transforme a sua maneira de pensar, e faça nascer no seu coração um grande hino de gratidão por este Dom de Deus.

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