O Filho de Deus feito homem tinha uma alma com um conhecimento humano?
Quinta, 24 de Dezembro de 2015

Meus amigos e minhas amigas!

A nossa caminhada para nos aprofundarmos na fé, para conhecermos melhor as razões da nossa esperança, nos leva hoje à pergunta do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica. E nesta pergunta, a questão é a seguinte: O Filho de Deus feito homem tinha uma alma com um conhecimento humano?

Tinha uma alma com um conhecimento humano? E no Compêndio lemos que o Filho de Deus assumiu um corpo animado, de uma alma racional humana, com a sua inteligência humana. Jesus aprendeu muitas coisas através da experiência. Por exemplo, quando Jesus tinha doze anos, Lucas diz assim: “Jesus crescia em sabedoria, em idade e graça diante de Deus e dos homens”.

Jesus crescia. Ele quis, como nós, aprender. Submeteu-se aos seus pais, que o ensinavam, o educavam e lhe introduziam naquelas, que são as tradições e os costumes humanos. Interessante a humildade de Deus. Deus, que vem ao nosso encontro, mas nos pega lá embaixo. Ele poderia ter dito não, “Eu não posso submeter-me a tantas limitações. Eu sou Deus. Eu sou eterno”.

Mas o seu amor o levou a esse gesto de humilhação. E o Compêndio continua. Como homem, o Filho de Deus tinha um conhecimento íntimo e imediato de Deus, seu Pai. Não podemos nos esquecer de que Jesus não tinha o pecado em si. Não tinha as consequências do pecado.

Dizemos que uma das graves consequências do pecado é que ele obscurece tudo. É difícil lembrar-se de Deus porque há uma inclinação para o mal. Jesus não tinha essa inclinação. Por isso, o seu conhecimento de Deus era perfeito, mesmo Ele tendo assumido a nossa natureza humana.

O Compêndio diz mais: Jesus penetrava, igualmente, nos pensamentos secretos dos homens. Em tantas ocasiões nós vemos Ele adivinhando o que pensavam d’Ele. Ou que lá numa rodinha de conversa estavam falando d’Ele. Por quê? Porque assumira a natureza humana, mas não deixara de ser Deus. Continuava com aquele conhecimento próprio que Ele tinha da eternidade.

Diz mais o Compêndio: Ele conhecia mais plenamente os desígnios eternos que Ele viera revelar. Tinha um conhecimento pleno, porque era Deus que havia se encarnado. Então, quando Ele falava era daquilo que Ele havia convivido com o Pai desde toda a eternidade. Aquilo que havia aprendido com o Pai, aquilo que o Pai pedira-lhe que revelasse.

Portanto, sem essa Revelação de Jesus, jamais nós penetraríamos nos Mistérios de Deus. Mas porque Ele, abrindo o seu coração, revela-nos o que aprendera do seu Pai aquilo que era o seu conhecimento eterno. Ele abria a boca e então era Ele quem falava as verdades que ultrapassam o tempo, porque são eternas, para que o seu conhecimento de Jesus Cristo cresça sempre mais. Para que você se abra aos Seus ensinamentos, para poder penetrar nos mistérios de Deus.

Façamos uma oração especial para o Menino Deus.

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