Como harmonizam-se entre si as duas vontades do verbo encarnado?
Sexta, 08 de Janeiro de 2016

Meus amigos e minhas amigas!

Vocês estão acompanhando o nosso estudo sobre o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica? Faço questão de apresentá-lo, porque a nossa fé é uma fé que tem toda uma história. O Senhor revelou as suas verdades, deixou-as na Igreja, prometeu o Espírito Santo, que estaria na Igreja cuidando para que essas verdades fossem vividas ao longo do tempo. O Espírito Santo, que é memória da Igreja. E na pergunta do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, estamos diante da seguinte questão:

Como harmonizam-se entre si as duas vontades do verbo encarnado?

As duas vontades de Jesus. Porque Ele, Filho de Deus, e Ele, Deus mesmo, encarnou-se e assumiu a nossa natureza humana. É uma pessoa, mas são duas naturezas. Natureza divina e natureza humana, uma vontade divina, e uma vontade humana. Como se harmonizam essas duas vontades? Não entrariam em choque?

Alguém poderia perguntar, e o Compêndio diz claramente, Jesus tem uma vontade divina e uma vontade humana. Sim. Mas na sua vida terrena, o Filho de Deus quis humanamente, o que divinamente decidiu com o Pai, e o Espírito Santo, para a nossa salvação. Portanto, Jesus queria, como Filho de Deus aqui encarnado, aquilo que o Pai eterno queria. Aliás, isso Ele deixou sempre muito claro: a minha vontade é a vontade do Pai que me enviou.

Ele deixava claro que a sua alegria era fazer a vontade do Pai. E a vontade do Pai é que Ele revelasse os mistérios escondidos de Deus. O plano de Deus. O amor que Deus tem.

Então repito a vontade humana, queria aquilo que a vontade divina, a vontade do Verbo queria nos revelar. E o Catecismo vai além quando diz: “A vontade humana de Cristo segue sem oposição, com relutância à vontade divina, ou melhor, está subordinado a ela, não havia, portanto, conflito, havia harmonia”.

Porque Jesus só queria uma coisa: “que o mistério de Deus, escondido desde sempre, fosse revelado para nós”. Nós nem temos ideia das dimensões desta graça. Deus revela os seus segredos, e isso que é específico, na revelação cristã. Nas outras Igrejas não cristãs: o que se trata da humanidade, o ser humano que vai a busca, do conhecimento de Deus.

A revelação cristã é diferente. É Deus que desce e se revela, na pessoa de seu Filho Jesus.

Conta-nos os seus segredos, ajuda-nos a penetrar no seu mistério de amor. Por isso, quando nos debruçamos sobre aquilo que Jesus ensinou, que a Igreja acolheu, e que o Espírito Santo mantém inalterado ao longo dos séculos, nós nos debruçamos sobre a intimidade de Deus. Ora a intimidade a gente revela aquém a gente ama. E por trás desta revelação de Deus há um amor infinito, que nos quer participando da sua vida. Da vida

Da santíssima trindade eternamente. Acolhamos este Dom. Acolhamos Jesus, a grande revelação do PAI. E vivamos fielmente, conforme os seus ensinamentos.

Comentários