Como colabora Maria com o desígnio da salvação?
Sexta, 19 de Fevereiro de 2016

Meus amigos e minhas amigas! Nossa reflexão e estudo sobre o Credo, síntese de nossa fé, tem a ajuda do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica. Estamos estudando aquela afirmação: “Creio em Jesus Cristo”. E aí, ao nos debruçarmos sobre Jesus Cristo, encontramos Maria. Vem daí a pergunta deste Compêndio: Como colabora Maria com o desígnio divino da salvação? 

Como Ela colabora? O Compêndio nos lembra que durante toda a sua existência, Maria conservou-se imune de todo o pecado. Como ela foi concebida sem pecado e não tinha o pecado original, não tinha inclinação para o mal que nós temos. Nela tudo era harmonia, ela era o que nós somos chamados a ser. É o que seríamos não fosse o pecado original. Nela tudo é harmonia, porque tudo é graça. Porque habitada por Deus.

Como Ela colabora? Qual era o objetivo de Maria na sua vida? Qual era sua preocupação? Qual era o Centro da sua existência? Jesus, tudo o que ela fazia era em função dele. Há pessoas que dão uma ideia, mesmo que pálida, dessa realidade. Há pessoas que a gente encontra e vê que tudo gira em torno da fé. Do seu pai, de sua mãe... eu poderia me lembrar de pessoas que me foram muito queridas, e quando me lembro delas, o que me vem logo à mente é “Uma pessoa que tinha Deus em sua vida”.

Maria tinha Deus no Centro de sua vida. Queria ser a serva. Quando o seu Senhor lhe pediu que vivesse em função do seu Filho, ela diz: eis aqui a vossa serva. Nesse ponto, passa a viver em função de Jesus. Minuto por minuto. Hora por hora. Dia por dia. Ano por ano. Não só até o Calvário, mas depois, no Cenáculo, a esperar o Espírito Santo. 

Em seguida, ela aguarda o momento de se encontrar com o seu Senhor e seu Deus. Como então ela colabora no desígnio da salvação? Colabora com um sim contínuo. Imagine a sua vida, o que seria dela se sempre, diante de cada pedido de Deus, 

de cada proposta de Deus, você lhe tivesse respondido sim. Se você nunca tivesse dito um não a Deus. Se a cada momento Ele sempre encontrasse com você. E você fosse como alguém que dissesse: “Eis-me aqui, faça-se a vossa vontade”. 

O que seria de sua vida? E que grau de santidade estaria hoje? Pois a vida de Maria foi assim, um sim após outro sim. E de sim em sim ela foi parar no Calvário. Aquele eis-me aqui a serva do Senhor, que ela disse na Anunciação, foi repetindo durante toda a sua vida. Diante de momentos alegres. Diante de momentos tristes. Mas o disse profundamente na hora da Cruz, quando viu o seu Filho entregando a sua vida.

Era isso que o seu Filho queria fazer. Era isso que ela queria também. Logo, ela colaborou na redenção de forma ativa, pela graça de Deus, por obra de Deus. Ela mesma constatou isso, no momento em que contou as maravilhas de Deus, quando Ele olhou para a sua pobre serva. Mas Ela tem muito a nos ensinar sobre esta verdade. Jesus deve ser também o Centro, de minha vida e de sua vida, porque fomos batizados em Cristo Jesus.

Comentários