O que revelam as tentações de Jesus Cristo no deserto?
Sexta, 22 de Abril de 2016

Meus amigos e minhas amigas! Louvado seja Jesus Cristo, que nos ama. Quando dizemos “Creio em Jesus Cristo”, fazemos uma afirmação de repercussões imensas em nossa vida. Por isso queremos conhecer melhor essa expressão para que a nossa aclamação e a aclamação da nossa fé nasça de uma convicção.

O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica nos ajuda a responder à seguinte questão: o que revelam as tentações de Jesus Cristo no deserto? Lembra-se que Jesus passa 40 dias em oração no deserto, em jejum, e é tentado. O que significam essas tentações?

Essas tentações vêm nos lembrar, em primeiro lugar, das tentações de Adão, nosso primeiro pai. Ele foi tentado e não soube resistir, caiu em tentação. Essas tentações de Jesus nos lembram também das tentações do povo de Deus. Especialmente na sua travessia do deserto, Deus queria purificá-lo para introduzi-lo na Terra Santa. Mas esse povo se deixou também cair em tentação. O pior, muitas vezes agiu contra Deus.

Essas tentações vêm nos lembrar também das nossas tentações do dia a dia. Quem de nós não é continuamente tentado? Tanto somos tentados, que no Pai Nosso Jesus nos ensinou a pedir ao Pai, não para que jamais tenhamos tentações. Não! As tentações são inerentes, fazem parte da vida humana.

Por isso, Jesus nos ensinou a pedir ao Pai: “Não nos deixeis cair em tentação”. Sabendo que Deus não permite que as tentações sejam maiores que as nossas forças, e mais, que é a partir delas é que nós crescemos. Porque elas vão exigir uma nova opção por Deus. A tentação é isso, você está diante de dois caminhos. Você pode tomar o caminho da esquerda ou da direita, o caminho A ou o caminho B. Você tem que fazer um discernimento ou uma opção.

Deus nos dá a graça para sermos vencedores como Jesus Cristo foi. Essas tentações de Jesus no deserto fazem com que nesse período de 40 dias em jejum, penitência e oração, a Igreja reviva num dos momentos do ano litúrgico.

Sim, na Quaresma nós nos debruçamos sobre Jesus, que é tentado. É tentado e faz uma nova opção pelo Pai, deixando claro que a razão de sua vida e de sua vinda é fazer a vontade de Deus. Portanto, o tempo da Quaresma é, para nós, também para isso: para fazermos uma nova opção com Deus, uma nova escolha.

Temos uma certeza, a de não nos deixarmos ser arrastados por esses apelos que o pecado nos faz, que o Demônio nos faz. Mas escolher mais uma vez o Deus vivo como Senhor de nossa vida, escolha o Senhor. Decida-se definitivamente por Ele, e Ele vai lhe dar a graça de vencer as tentações, de crescer nas tentações e de se santificar através delas.

Porque cada tentação é um novo convite para nós dizermos: “Senhor tu és o Meu Deus, o Meu Senhor”.

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