Por que Jesus manifesta o reino por meio de sinais e milagres?
Sexta, 06 de Maio de 2016

Meus amigos e minhas amigas!

Estamos estudando o creio, o credo. Credo é a primeira pessoa do presente do verbo em latim: eu creio. Antigamente, muitas vezes se rezava em latim. Estamos estudando o credo. No credo estamos nos debruçando sobre Jesus Cristo, procurando conhecê-lo mais e melhor para que a nossa vida seja mais e mais envolvida por Ele. Sim!

Quando nós estudamos não é só para aumentarmos o nosso conhecimento intelectual, seria muito pouco. Quando estudamos a nossa fé é para colocá-la em prática, para viver segundo aquilo que nós queremos, e a pergunta: por que Jesus manifesta o reino por meio de sinais e milagres? Na verdade, toda a vida de Jesus está muito marcada por palavras, por sinais e por milagres. Por que isso?

Jesus quis, desta maneira, manifestar que o Reino de Deus havia chegado. Estava presente no meio de nós. Ele agia na força do Espírito Santo. É verdade que curava muitas pessoas. Curou todos os doentes da sua época? Não! A cura também era uma maneira da manifestação do seu poder, de sua origem divina, mas não significa que Ele vem curar a todos. Vem curar sim, todos os pecados. Essa grande doença da humanidade. E basta a pessoa aceitar a sua cura, o seu perdão, que é tocado pelo seu sangue redentor. Mais ainda, a expulsão dos demônios, diz o Compêndio do Catecismo, anuncia a sua vitória.

A sua morte, paixão, morte e ressurreição será vitoriosa sobre o Demônio. Sim, Jesus procurou deixar claro que Ele era mais forte do que o pecado. Mais tarde, na morte, Ele vai dizer que na sua ressurreição, que Ele foi mais forte do que a própria morte. A sua vitória sobre a morte é a garantia que também nós ressuscitaremos da nossa morte. Portanto, os sinais, os gestos salvadores de Cristo são de vida, são para a nossa alegria. Nós acreditamos em alguém que realmente passou pela vida fazendo o bem, mas que continua passando. Se não, nós iríamos dizer “que pena que eu não vivi naquele tempo, naquela época, que não pude ver os seus milagres como se o ver, o estar ali presente, fosse algo absolutamente forte, que nos levasse à conversão”. E não é verdade. Muitos dos seus contemporâneos resistiram à graça de Deus, viram o que Ele fez, viram-No ressuscitar Lázaro. E converteram-se? Pelo contrário, trancaram-se mais ainda.

Hoje, da mesma forma, quantos de nós têm um grande conhecimento de Deus, mas nem por isso nos deixamos tocar profundamente por sua graça. Por isso, temos sempre que pedir a graça de um coração humilde, para que a nossa convicção cresça sempre mais. Convicção esta que se transforma em gestos e atos de amor, de atos de oblação, de entrega ao Senhor. Porque se não, não adianta ter vivido e ter visto tantas coisas, e talvez o nosso julgamento será mais severo por causa disso.

Humildade é a palavra-chave. E eu diria mais humildade deve ser o nosso grande diferencial, ser humilde. Porque o humilde se reconhece necessitado. Este sim, a ação da graça é profunda. Para que esta humildade seja a marca de sua vida, peçamos ao Espírito Santo.

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