Porque a morte de Cristo faz parte do desígnio de Deus?
Sexta, 15 de Julho de 2016

Meus amigos e minhas amigas! Estamos conhecendo um pouco mais, um pouco melhor a nossa fé aprofundando-nos no Compêndio do Catecismo da Igreja Católica que tem uma pergunta e trata do seguinte: Porque a morte de Cristo faz parte do desígnio de Deus?

Para muita gente é incompreensível porque Cristo teve que morrer e muitos acham um absurdo um Deus que quer a morte do seu filho. Exclamam? No entanto, com o pecado da humanidade houve uma ruptura entre Deus e o homem. A comunhão, o diálogo entre Deus e o homem deixou de existir.

Deus continuou sendo Deus e nós, seres humanos, estávamos condenados por opção de nossos primeiros pais.

Depois, ratificada por nossos pecados, estávamos condenados a viver longe de Deus. A majestade de Deus com o pecado foi ofendida e Deus envia-nos o seu Filho para nos resgatar, para assumir o nosso pecado, para se fazer pecado.

A verdade com a Paixão e morte de Cristo, Jesus estava dizendo ao Pai:

“Eu fiz este pecado”, “Eu assumo como meu”. Ele é meu. Não é mais do Pedro, da Maria, do Fernando. Fui eu que fiz e eu aceito Pai, pagar por ele.

Jesus Filho de Deus tinha condições de prestar ao Pai uma reparação digna do Pai, porque é Deus. É o ato do Filho de Deus aqui na terra, que assumiu a humanidade como uma irmã sua, e Jesus faz isto. Então, assim a Paixão de Cristo já antecipada antigamente pelo profeta Isaias, atinge realmente o seu objetivo. Diríamos, atinge o seu alvo.

Somos reconciliados com Deus, Deus aceita o sacrifício, a oferta que o seu Filho oferece-lhe por nós e derrama sobre nós a sua graça. O sangue de Cristo torna-se redentor, salvador, purifica-nos, renova-nos, transforma-nos, nascemos novamente, e é isso que acontece pelo batismo, quando a redenção de Cristo atinge em cheio o mais profundo daquele que é batizado.

A pessoa é reconciliada com Deus, passa novamente a viver na amizade, na filiação. Deus deixa de ser o Deus distante, passa a ser o Deus próximo.

De um Deus próximo em seu Filho, Jesus Cristo, o Emanuel, o Deus conosco.

Entende-se, pois, aquela exclamação de Santo Agostinho que a Igreja recorda no chamado Precônio Pascal, no Sábado Santo:

“Feliz a culpa (Oh Felix culpa), que nos mereceu tal Redentor”.

Queremos então livremente, acolher a redenção de Cristo, bendizer o Pai por nos ter enviado o seu Filho, bendizer o Filho, por ter-nos reconciliado com o Pai. Bendizer o Espírito Santo que nos realiza esta obra de santificação em nós. E para que você bendiga a Santíssima Trindade, por sua bondade, bendiga a Santíssima Trindade por sua Misericórdia.

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