Como se exprime, na última ceia, a oferta de Jesus?
Sexta, 29 de Julho de 2016

Meus amigos e minas amigas! Estamos estudando o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica. Estamos na parte que trata da oferta de Jesus ao Pai. Aquela entrega voluntária, que Ele faz de si memo. A pergunta é: Como se exprime, na última ceia, a oferta de Jesus? Sim, toda a vida de Jesus foi um ofertório, uma entrega, uma oblação ao Pai, agradabilíssima. Isso porque foram gestos e atos de amor de seu Filho querido. Mas sabemos que essa oferta teve o seu ponto culminante na Paixão, na Morte, e culminou com a Ressurreição de Jesus.

Na última Ceia, Jesus antecipou a oferta que faria de si mesmo na hora da Paixão. Isto é, Ele antecipou, ao traduzir em gestos concretos, aquilo que iria realizar. Como Ele disse: “Este é o meu sangue, que é entregue por vós” e “Este é o meu sangue derramado”. Então Jesus, sabendo o que logo iria acontecer, antecipa esse gesto de uma forma incruenta. E mais importante, dá aos apóstolos não um poder somente, mas a ordem de celebrar depois pelos séculos, em sua memória:

“Fazei isto em memória de mim”. Isto é, “atualizem a minha oferta, atualizem essa minha entrega fazendo um memorial daquilo que eu estou vivendo, do meu amor, da minha entrega, do meu grande ofertório”. Então, na última ceia Jesus nos deixou um memorial: “Fazei isto em memória de mim”. Quando a Igreja fala em memória, não é recordação, é trazer para o hoje aquilo vivido no passado. Somos chamados, ao participar da Eucaristia, a fazer memória do Senhor Jesus.

Dando uma ordem, Jesus instituiu o sacerdócio. Se deu ordens aos apóstolos, “fazei isto”, Ele estava dando uma ordem acompanhada de poder: do poder sacerdotal. Nasceu na noite da Quinta-Feira Santa, e o poder, acima de tudo, para fazer memória de Jesus. Por isso, quando nos reunimos para participar da Eucaristia, estamos vivendo aquele mesmo momento que os apóstolos viveram. Primeiro lá na Santa Ceia, para depois, também, no caminho da Paixão. Embora eles tenham fugido de medo e de vergonha, temos a graça, pois, de termos presente a expressão máxima do amor de Jesus.

Por isso, a Eucaristia é o ponto mais alto da vida da Igreja. É para onde converge toda a ação da Igreja. Tudo o que a Igreja planeja – trabalhos, pastorais, movimentos, planos – são em vista de Eucaristia. Para que a comunidade se reúna, se ofereça a Cristo com a sua vida, suas alegrias, seus sofrimentos e esperanças, e para que Cristo as apresente ao Pai.

Quer dizer, nós nos unimos no ofertório e nos tornamos uma oblação, oblação viva e agradável a Deus, uma vez que é oferecida por seu Filho Jesus.

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