O que são “os infernos” aonde Jesus desceu?
Sexta, 26 de Agosto de 2016

Meus amigos e minhas amigas! Você está me acompanhando no estudo do compêndio do Catecismo da Igreja Católica. Estamos estudando a Primeira Parte, que é o Credo, o Creio, isto é, aquela profissão de fé que resume as verdades em que acreditamos. E começamos com aquela parte que diz assim: “Jesus desceu aos infernos, ressuscitou dos mortos, no terceiro dia”, daí a razão da pergunta: o que são “os infernos”, aonde jesus desceu? Os infernos?

Aqui, o importante é não confundir com o inferno onde estão aqueles que são condenados por livre opção, por não aceitarem a proposta de Deus, por não aceitarem os caminhos de Deus, por não aceitarem viver segundo o projeto de Deus. Mas os infernos são também chamados de “mansão dos mortos”. Estes infernos designam o estado daqueles que, justos ou maus, morreram antes de Cristo. Para nós, é difícil pensar num estado; pensamos sempre num lugar, o céu como lugar, o inferno como lugar. Mas na eternidade não há dimensão de lugar. Não há a dimensão do espaço, tampouco tempo.

Como não há a dimensão de profundidade, é outra realidade. É difícil para nós falarmos de uma realidade que não conhecemos e nem conseguimos imaginar. A fé nos diz que é um estado, uma situação em que vivem aqueles, bons ou maus, que morreram antes de Cristo. E Cristo, com a sua alma unida à sua pessoa divina, foi aos infernos e alcançou os justos que esperavam o Redentor para poderem entrar na visão de Deus. Cristo, com a sua Redenção, abriu as portas céu também para aqueles que viveram antes dEle, que viveram honestamente, que viveram esperando a manifestação do Salvador.

Se olharmos o Antigo Testamento, vamos encontrar uma série de pessoas extraordinárias, de profunda santidade, de grande integridade, senso de justiça, pessoas santas que então aguardavam nos infernos a manifestação do Redentor, que desceu lá, ao encontro delas para libertá-las, levá-las ao encontro de Deus Pai. Ou como diz o compêndio (lemos em Hebreus 2,14): depois de com sua morte ter vencido a morte e ter vencido o diabo que na morte tem um poder, Jesus libertou os justos que esperavam o Redentor, abriu-lhes as portas do céu. Era o momento de libertação e de salvação. A redenção de Cristo não atinge, portanto, só aqueles que nasceram e viveram depois da sua Ressurreição, da sua Paixão, da sua Morte, mas atingiu e beneficiou aqueles que nos antecederam no Antigo Testamento e que com a sua fidelidade mereceram ser atingidos pela Redenção de Cristo.

Agradeçamos, pois, por esta maravilhosa obra de salvação do Senhor. Agradeçamos e participemos plenamente desta obra, buscando a nossa santidade.

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