Em que sentido a Igreja é santa?
Sexta, 23 de Junho de 2017

Meus amigos e minhas amigas! Já refletimos sobre uma nota da Igreja, a Igreja é una. Agora vamos refletir sobre outra nota, a Igreja é santa.

A pergunta do Compêndio, do catecismo da Igreja Católica, é: em que sentido a Igreja é santa? A Igreja é santa porque o seu autor é santo. É o santo, santo, santo, santo... Aclamam os anjos no céu. Aquele que é santo. A Igreja é santa porque Jesus Cristo a santifica com o seu sangue. A Igreja é santa porque o Espírito Santo tem como trabalho santificá-la com os seus dons.

Mais ainda n’Ela se encontra a plenitude dos meios de salvação, e essa plenitude dos meios santifica a Igreja. A Igreja é santa porque a santidade é a vocação, a santidade é o fim de cada cristão.

Para que somos batizados? Para sermos santos. Esta é a nossa vocação: a santidade. E como me lembro muito bem quando o Papa São João Paulo II, que tive a graça de conhecer pessoalmente, por três vezes, veio ao Brasil em 1991, lá em Florianópolis.

Depois de ter beatificado a Irmã Paulina, ele disse: “O Brasil precisa de santos, e muitos santos”. E precisa porque a Igreja é santa. Agora, os seus membros, cada qual deve buscar a santidade. A Igreja tem no seu interior a Virgem Santíssima.

Maria Santíssima tem muitos e muitos santos que a tornam cada vez mais santa. Eles, Maria Santíssima e os santos, são resultado do trabalho do Espírito Santo. É Ele que realiza a obra da santificação.

A santidade da Igreja é a fonte de santificação para os seus filhos. Eles reconhecem, somos pecadores. Reconhecem que somos limitados, mas não podemos parar por aí, devemos crescer na santidade.

Em outras palavras, a santidade da Igreja é um apelo para nós. Vendo a santidade da Igreja, porque a sua cabeça é Jesus Cristo. É Cristo que é santo. O espírito que a santifica é santo. Vendo tantos santos, vendo todos os meios de santificação que ela tem, não podemos aceitar a mediocridade. Santo, pois, não é aquele que não peca. Mas é aquele que não aceita o pecado. Que não faz do pecado o fim de sua vida. Que se reconhece frágil. Que se reconhece pecador. E quando tem a infelicidade de pecar, pequenino se levanta, procurando a reconciliação com Deus. Sabendo que Deus o quer santo. Esta, pois, é a nossa grande vocação, porque esta é a realidade da Igreja. A santidade. Trabalhar para a santidade, é trabalhar para a vontade de Deus. Para que você seja santo, como o Espírito Santo o quer ver santo.
 

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