Crise Moral
Sexta, 12 de Dezembro de 2014

A escola é a instituição à qual deve ser destinada a maior parte dos recursos e investimentos - por parte do poder público - para uma efetiva mudança na sociedade no sentido do avanço da qualidade de vida das pessoas. A educação é um caminho estratégico para se amenizar muito dos problemas sociais que temos atualmente, ligados à saúde, segurança, meio ambiente, etc. Com uma educação fortalecida e eficaz, menos recursos seriam necessários para atender as demandas das demais áreas de desenvolvimento econômico e social. 

Por mais que lutemos pelo estabelecimento da verdadeira educação em nosso país, na situação atual devemos ir muito mais fundo na questão. Resolver o problema da educação apenas nas escolas não causará a mudança necessária que tanto almejamos, especialmente porque na atualidade estas instituições não dão conta da educação plena. O que elas fazem é, essencialmente, uma prática de “escolarização”.

A escolarização é a parte da educação voltada muito mais para o desenvolvimento das habilidades intelectuais do que morais. A escola é hoje o lugar onde se trabalha essencialmente o “conhecimento intelectual”. E para quem ficou, então, a responsabilidade da “educação moral”, aquela dos bons costumes, da cordialidade, do bom senso e da honestidade? Para a “família”, é claro. 

Como resolver, então, a “crise moral” que paira sobre o nosso país, deflagrada por tanta roubalheira, corrupção, falta de ética, de decência por parte de quase todos os nossos líderes e governantes?

Não resolveremos essa crise apenas através do fortalecimento e da melhoria da educação intelectual e mental dada na escola. É preciso se resgatar a “educação moral” perdida no seio da cultura familiar. 

Como não temos escolas destinadas à educação dos pais e chefes de família em nossa sociedade, o caminho mais viável para uma mudança estrutural neste sentido é através do fortalecimento do “emprego” e do “trabalho”! Sim, são as instituições de trabalho que devem ser fortalecidas, com a sua velha fórmula de “recompensa pelo esforço”, que tanto educa o ser humano a valorizar tanto os bens materiais como os bens morais pelos quais teve que batalhar, através do desenvolvimento de sua vontade e disciplina. Pais e chefes de família educados através do trabalho honesto e correto é que podem realizar a educação moral de que tanto carece a nossa nação. Seus comportamentos e exemplos já causarão grande impacto na formação moral de seus filhos. 

Defendamos a educação buscando a melhoria de nossas escolas para uma melhor escolarização de nossas crianças e o restabelecimento das frentes de trabalho para uma melhor moralização dos adultos! Não é questão de ser contra o assistencialismo, quando ele se faz necessário. É uma questão de ser contra a destruição das “escolas morais”, contra o aniquilamento da cultura familiar enraizada na lei da recompensa obtida através do esforço correto, do trabalho justo e da disciplina exemplar. 

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