“Para cada competição, momento de confraternização”
Sexta, 23 de Janeiro de 2015

Este é o tema anual que será trabalhado nas 30 regiões tradicionalistas do Rio Grande do Sul ao longo de 2015, definido no 63º Congresso Tradicionalista Gaúcho. “A competição é saudável. Ela nos faz crescer nas esferas intelectual e emocional, desde que não ultrapasse os limites da razoabilidade das regras que limitam a convivência social”, afirmou a vice-presidente de Cultura do MTG, Elenir de Fátima Dill Winck.
O objetivo é a conscientização de todos os tradicionalistas da necessidade de paz e harmonia antes, durante e após os eventos, onde a disputa por titulação ou prêmios pode estar sendo mais presente que as integrações e amizades entre os tradicionalistas. “Vamos nos valer da nossa Carta de Princípios e orientar os participantes das atividades competitivas, quer sejam concorrentes ou torcedores, para que façam o melhor, mas não percam a oportunidade de comemorar o encontro com amigos, que valorizem a roda de mate e a boa prosa entre tradicionalistas”, afirmou.

O homem Campeiro na Sociedade
O campeirismo gaúcho contribui com o enriquecimento da cultura gaúcha, pois como foi dito são hábitos e costumes que passam de geração a geração. O peão campeiro é o segmento social proposto para efetuar a compreensão de uma localidade que se afirma através de suas práticas campeiras evidenciadas pela tradição. Suas técnicas e estruturas de trabalho são artefatos riquíssimos para se perceber o quanto sua figura possui importância cultural e social. O hibridismo cultural conceitua-se como processo sociocultural no qual estrutura e prática se combinam para gerar, objetivos em comum. É importante salientar que o campeirismo gaúcho está presente desde a formação das Vacarias permitindo assim que se realizasse, na área do atual Estado, a atividade de preia do gado selvagem. Caçava-se o gado e se retirava o couro, que era exportado para a Europa. A carne que não era consumida pelos predadores, era deixada no campo, apodrecendo. Todos predavam gado: portugueses, índios de aldeamentos, moradores das terras espanholas que tinham permissão de suas autoridades para vaquear, indivíduos que vaquejavam por conta própria. O Movimento Tradicionalista Gaúcho orgulha-se de todas as atividades campeiras que fazem parte de nossa história, cultivado atividades que hoje são encontradas em Rodeios, Concurso do Peão e Guri Farroupilha e no FECARS desta forma fica evidente a importância do campeirismo gaúcho para a manutenção e formação social e cultural de nossas origens.

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