Missão, Vocação e Profissão
Sexta, 13 de Fevereiro de 2015

Seguidamente somos questionados a respeito do sentido da vida. Por termos também em nossa associação cultural uma corrente interna de formação filosófica, muitas pessoas chegam até nós com perguntas relacionadas aos seus destinos e escolhas. As respostas podem ser muito diversificadas em se tratando de cada pessoa, de cada caso. Mas de uma maneira geral, sempre finalizamos o bate papo destacando o que todos os grandes mestres da humanidade nos ensinaram, de que a vida só tem sentido quando trilhamos pelo caminho do amor, da justiça e da bondade. Ainda mais, que para fazer o bem e a justiça ao próximo, primeiro deve-se ser bom e justo para consigo mesmo. Deve-se buscar o autoconhecimento, saber de suas virtudes, defeitos, habilidades e limitações.
Juntamente com o questionamento do sentido da vida, chegam-nos perguntas também relacionadas sobre qual a missão, a vocação ou até mesmo a profissão que cada um deveria seguir. Uma análise detalhada é preciso para se descobrir a resposta sobre estas três vias de caminhada que na verdade devem se tornar uma só. Entretanto, de uma forma geral, pairam sim, luzes sobre estas dúvidas, luzes estas que muito bem foram aproveitadas por civilizações do passado que se preocuparam realmente com a formação humana.
Na antiguidade, as civilizações hindus e egípcias buscaram estabelecer escolas que direcionassem as pessoas para este encontro com suas vocações, com seus papéis na sociedade. Mas foi no período clássico grego que a sistematização destes procedimentos se tornou mais dinâmica e pública para o mundo ocidental, deixando verdadeiros ensinamentos para os nossos dias. Os gregos, ao optarem pela concepção tripla da constituição do homem, considerando ter ele um corpo, uma alma e um espírito, muito nos ajudaram a resolver este problema da missão, da vocação e da profissão que cada um deve desempenhar.
Se fossemos resumir todas estas relações aqui apresentadas, poderíamos dizer que o sentido da vida muito se revela por estas três descobertas: a da missão, da vocação e da profissão que cada um deve ter. Pois bem, a missão está relacionada com o espírito humano. Em princípio, tendo todos os homens espíritos iguais, então a missão de um está estritamente identificada com a de outro qualquer. Se a missão do espírito neste mundo consiste em “evoluir”, muito já sabemos sobre o que cada um deve fazer nesta esfera missionária.
A vocação, por sua vez, está relacionada com a alma, que é o elemento de ligação entre o espírito (que é divino) com o corpo (que é mundano). Pois assim, cada alma, em seu estado de evolução, teria uma vocação já mais diferenciada neste mundo. Já a profissão, tem muito a ver com o corpo que cada um possui: sua estrutura física, biológica, emocional e intelectual.
A profissão a ser escolhida deve respeitar esta materialização com a qual cada um está intimamente ligado. Por isso, escolher a profissão certa implica, antes de tudo, em respeitar a si mesmo, que é o primeiro passo a ser dado para quem deseja ter uma vida feliz.

Boa semana e até breve!

Giancarlo Cerutti Panosso

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