Abrir Caminhos
Sexta, 03 de Julho de 2015

Se existe algo que realmente temos a obrigação de fazer, como associação cultural e filosófica nestes tempos de despertar de nossa cidade e região, é a ação de “abrir caminhos”. E não pensamos que a riqueza a ser encontrada esteja no final da jornada, mas sim, que se esconde na essência de cada caminhante que se junta a nós neste movimento cultural humanitário.
Foi maravilhoso observar tantas riquezas culturais reveladas nesta última edição de nosso Festival Atena. Em todas as expressões de arte manifestadas, descobrimos verdadeiros tesouros humanos que muito nos impressionaram por sua beleza e qualidade artística. Montamos o cenário e ficamos realmente extasiados com a manifestação de seus atores.
Seguindo nesta história de abrirmos espaços ou caminhos, dias atrás recebemos uma carta de um amigo que consideramos um buscador incansável de sua própria essência. Nela, ele gentilmente confessou-nos ter - pela primeira vez - escrito algo digno de ser compartilhado em nossa coluna semanal. Combinamos que, passadas as demandas e movimentações do 5º Festival Atena, atenderíamos a sua solicitação literária. Por esta razão, hoje abrimos um singelo espaço para que pelo menos alguns de seus pensamentos cheguem até os nobres leitores que há tanto tempo nos acompanham. Revelava-nos Luciano Pazuch:
“A vida nem sempre é como planejamos, mas sim como a merecemos. A vida não é fugir das batalhas, mas sim, enfrentar de peito aberto as dificuldades do dia a dia. A vida, mesmo, não é o pensar em si próprio. A vida não se resume a buscar ou saber o que é melhor para si, mas sim o que é melhor para os outros, para todos. A vida exige coragem e sacrifícios, o ajudar sem querer nada em troca, o entender sem ser entendido.
Devemos buscar reconhecer as pessoas pelo que elas são e não pelo que elas têm. Cada ser humano deve ser compreendido pelo ritmo de sua frequência emocional e psicológica, que tanto determina a sua própria existência. Todas as cobranças podem ser feitas a si próprio, mas isto não pode comprometer a realidade de se ter um sono tranquilo como se tivesse dois anos de vida; não pode comprometer a possibilidade de se sentir a brisa de um campo de flores soprando livremente sobre o nosso rosto em um dia límpido e ensolarado. É isso que considero vida! O contrário, não passa de uma simples e melancólica vivência terrena, uma sobrevivência humana.”
E assim realizamos mais uma ação. A Associação Atena tem a missão de abrir caminhos e espaços para que as pessoas possam mostrar seus anseios e suas riquezas filosóficas e culturais, compartilhando experiências que visem à formação e integração socioculturais. Junte-se a esta ideia!

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