A Teosofia
Sexta, 17 de Julho de 2015

Mais uma vez somos chamados a escrever sobre “Teosofia” e seu significado. Ao pé da letra, trata-se da “sabedoria divina”, do conhecimento que os seres excelsos congregam entre si, e que a humanidade lenta e restritamente vem se apoderando de tempos em tempos. Mas é preciso se discorrer um pouco mais sobre esse assunto.
A história mostra a semente de um “conhecimento verdadeiro” surgindo através das idades. Na Grécia Antiga, a verdade era ensinada abertamente e chegou a dominar aquela cultura, trazendo inúmeros resultados positivos aos gregos daquela época e às civilizações que nela se inspiraram posteriormente.
A sabedoria divina grega no passado associava-se à Filosofia. Hoje em dia, esse núcleo de conhecimento associa-se a outras vertentes e recebe nomes tal como Sabedoria Antiga, Tradição Esotérica de Teosofia ou Filosofia Oculta. É chamado de “oculta” porque trata daquilo que não está óbvio, que está oculto, apenas isso. Trata dos processos e leis da natureza, do que está por trás e além da ciência, envolvendo o estudo dos princípios metafísicos que sustentam o universo.
Traços dessa filosofia oculta podem ser encontrados em fontes tão diversas quanto Platão, Pitágoras, a Cabala, o Zohar, o Gnosticismo cristão, Lao-Tsé, as Tradições hindu e budista, e o Sufismo, para mencionarmos apenas algumas. O “fio da verdade” que passa através destes ensinamentos foi muito bem identificado por Helena Blavatsky em sua obra “A Doutrina Secreta”, que evidencia uma Sabedoria Antiga apoiada sempre na premissa da existência de um princípio-substância divino, homogêneo e imutável, de onde surge o mundo.
Como nos conta a teosofista americana Shirley Nicholson, o mundo físico visível emerge gradualmente de sua fonte divina não material, o que é atualmente uma ideia bastante aceitável dentro do contexto da Física Moderna. A teoria de Einstein mostra que tempo e espaço não são distintos e separados, mas, sim, inseparáveis e interdependentes. A Física Nuclear, ciência das partículas subatômicas, apoia-se na noção de campos magnéticos e elétricos totalmente imateriais. A matéria e os campos não materiais são vistos como uma unidade; a matéria emerge e desaparece em suas origens imateriais.
O mundo físico é apenas uma pequena parte do espectro total da matéria. É o mais denso e o mais concreto de uma série de mundos que se estendem desde os extremamente tênues “superfísicos”, até o sólido físico. Essa noção pode ser facilmente compreendida numa época em que, por exemplo, a TV e o rádio demonstram a todo momento a existência de ondas supersensoriais precipitando-se à nossa volta. Outros instrumentos revelam a existência de luz invisível, como a ultravioleta, sons inaudíveis para o alcance do ouvido humano, raios X, raios cósmicos, micro-ondas e muito mais.
O espaço à nossa volta está preenchido com uma variedade de energias que não podemos detectar com os nossos cinco sentidos. Os estudos teosóficos nos permitem, então, expandir a percepção de mundo nestes tempos desafiadores que estremecem a evolução da humanidade.
Fique com Deus e tenha uma ótima semana!

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