O Natal de 2013
Sexta, 20 de Dezembro de 2013

Amigos! Eis que se aproxima mais um Natal, o Natal de 2013, e os sentimentos mais diversos que devem tomar conta de nós, seres humanos, são os de alegria, felicidade, bondade, compaixão, cooperação, amizade, esperança, saudade, religiosidade, inspiração e união. O Natal deve provocar tudo isso, sim.

Mas, se por acaso, em nossos corações, nesta época, surgem sentimentos apertados de desconforto, preocupação, melancolia, tristeza, raiva, ódio, desassossego, desinteresse e desunião, saibamos primeiramente que “o acaso não existe”. Toda a desarmonia sentimental é fruto de nossa própria falta de atenção, de nosso descuido para consigo mesmo e para com o próximo. Alguma coisa não está sendo bem conduzida para que cheguemos ao final de ano com tais manifestações.

Os sentimentos que temos são “reflexos” de nossos próprios pensamentos. Quando pensamos de forma correta e equilibrada, agimos de forma acertada e o nosso corpo responde com emoções harmoniosas sustentadas pelos sentimentos mais puros de paz e amor. É nesse momento que Deus se revela dentro de nós e encontramos a nossa própria essência. É assim que devemos nos sentir, principalmente, no período de Natal. Só que, quando pensamos de forma errada, tudo se inverte, e corremos o risco dos sentimentos se sobreporem aos próprios pensamentos. Por isso é preciso aprender a pensar corretamente.

Para se iniciar um trabalho de harmonização interna nesta época do ano, devemos começar por não esperar ou exigir do Natal mais do que ele realmente representa em sua originalidade. A sua essência revela-se através do significado de seu próprio nome. A palavra “natal” vem de “natalis” (do latim), que é uma derivação do verbo “nascor”, que significa “nascer”. Então, Natal significa essencialmente nascer, nascimento. Um nascer que para os cristãos é claramente o advento de nascimento do menino Jesus.

O Natal não precisa significar o encaminhamento de pedidos de presentes ao pobre Papai Noel, que tem que se ver às voltas para realizar tantas solicitações. O Natal não precisa ser uma data em que damos extrema vazão aos nossos desejos egocêntricos na tentativa de supri-los visando somente o interesse individual. O Natal deve ser, acima de tudo, a celebração do espírito de renascimento pessoal junto aos familiares, aos amigos e a si mesmo, dentro da mensagem de paz e amor deixada pelo grande mestre que passou por aqui há mais de dois mil anos.

Nossa mensagem para esta época de comemorações é que cada um possa celebrar o Natal e o final de ano com um verdadeiro espírito de renovação, espírito de quem realmente entende que seus significados estão profundamente atrelados ao sentimento de renascer como ser humano. E se por acaso o Papai Noel aparecer, “que bom”, pois sabemos que nada é por acaso...

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