A Saúde Tríplice
Sexta, 21 de Agosto de 2015

A saúde é uma necessidade humana. Somente com boa saúde é que o homem pode desenvolver “plenamente” sua experiência de vida neste planeta desde a mais tenra idade até o dia de sua morte. Daí a verdade de que “não existe limite de idade para o desenvolvimento humano associado ao trabalho, desde que se tenha uma saúde perfeita”.
Muitos ainda imaginam que para se ter uma boa saúde basta apenas se ter um “corpo físico” saudável. Triste engano. Desde 1948 que a Organização Mundial de Saúde (OMS) já define saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades”.
Mesmo passadas mais de seis décadas desde então, acompanhados de uma impressionante revolução tecnológica e informacional, que atualmente permite ao homem se comunicar com quem quer que seja neste nosso planeta, seja via rádio, televisão, celular, satélite, etc, ainda existe um grande abismo nessa questão de esclarecimentos sobre a teoria e a prática - individual e coletiva - da saúde.
Se o entendimento de saúde “física, mental e social” já estivesse impregnado na consciência de cada ser humano que habita este planeta, certamente seriam menores em número e complexidade os problemas que hoje enfrentamos quanto à saúde pública. Mas não é o que acontece. Pelo contrário, a “ignorância” e a “prática errônea” de cuidados que se devem ter com o corpo, a mente e a sociedade parecem ser as tônicas da humanidade moderna.
A culpa desse atraso na evolução harmônica natural é do próprio homem que insiste em buscar atalhos nos processos de educação e vivência compartilhada. O pensamento egocêntrico e o comportamento interesseiro talvez sejam os principais produtores desta realidade doentia que causa tanto sofrimento, dor e morte em grande parte da população que segue desassistida.
Compete a todos os esclarecidos tomarem a dianteira nestes tempos de crise e liderarem as multidões que clamam pelo alívio de suas aflições. Aos bons políticos e governantes cabe o redirecionamento das ações estratégicas, econômicas e sociais. Aos bons guardiões, policiais e forças militares cabe a segurança dos cidadãos de bem que almejam trabalhar e desenvolver suas atividades produtivas. Aos bons médicos e agentes de saúde cabe o tratamento clínico e humanitário aos doentes que tanto anseiam pela cura. Aos pais e educadores cabe o papel fundamental da boa educação que, através do bom exemplo e do bom ensinamento, conduz as crianças e os jovens à vivência e construção de um mundo melhor. À Igreja, cabe o resgate da fé e redirecionamento dos fiéis ao caminho da espiritualidade. E aos filósofos, cientistas e pensadores cabe a investigação das leis inexploradas da natureza e desmistificação dos poderes latentes do homem, para fins de combate à ignorância humana que tanto gera preconceitos e falsas ilusões perante a vida.
Semana que vem falamos mais... Até breve!

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