Álcool e drogas narcóticas
Sexta, 28 de Agosto de 2015

Para todos aqueles que estudam a natureza em todos os seus aspectos sabem que além do mundo físico em que nos encontramos também vivemos, simultaneamente, nos mundos etérico e astral. Isso acontece, porque somos feitos das matérias que compõem estes mundos, percebamos ou não essa realidade.
Como esses mundos são interpenetrados, assim também o homem possui interconexões entre seus corpos físico, etérico e astral, sendo elas muitas vezes associadas aos famosos chacras. Pois bem, por mais que esses centros astrais e etéricos correspondam-se intimamente, é preciso saber que existe um véu formado por uma camada de átomos físicos comprimidos e permeados por uma forma especial de força vital que se interpõe entre eles.
Como muito bem explica o mestre inglês Charles Webster Leadbeater, a vida divina que normalmente desce do corpo astral para o físico está sintonizada para passar facilmente por essa barreira que impede a passagem de qualquer outra força. Essa “teia” é uma proteção natural que impede a “abertura prematura” de comunicação entre os planos, um desenvolvimento que só poderia resultar em prejuízo. É essa barreira que, em condições normais, nos impede de lembrar com clareza o que acontece durante o sono e causa inconsciência momentânea na morte. Essa providência misericordiosa impede que o homem comum, que nada sabe dessas coisas e se encontra totalmente despreparado para enfrentá-las, possa ser colocado por uma entidade astral sob a influência de forças mais fortes do que ele. Ele seria constantemente obsedado por qualquer ser do plano astral que desejasse se apoderar de seus veículos. Assim, é fácil entender que qualquer dano a essa teia é um sério desastre. Ela pode ser danificada de muitas maneiras, seja por acidentes ou práticas incorretas, e temos o dever de protegê-la da melhor maneira possível.
Qualquer grande choque no corpo astral, tal como um medo terrível e súbito, pode dilacerar esse delicado mecanismo e, como normalmente se diz, enlouquecer a pessoa. Uma tremenda erupção de raiva também pode levar ao mesmo resultado, bem como qualquer outra emoção extremamente forte de caráter violento que produza uma espécie de explosão no corpo astral.
As práticas incorretas que podem danificar gradualmente essa teia protetora são de dois tipos: o uso do álcool ou drogas narcóticas e o esforço deliberado para abrir as portas que a natureza mantém fechadas. Mas hoje vamos falar só do primeiro tipo.
Certas drogas e bebidas, especialmente o álcool e todos os narcóticos, incluindo o cigarro, contêm matéria que se volatiliza ao se decompor, e um pouco dela passa do plano físico para o astral. Ao serem assimilados, esses constituintes precipitam-se através dos centros de força na direção oposta de seu fluxo normal. Com o tempo, dilaceram e finalmente destroem a delicada teia. Essa deterioração ou destruição pode ocorrer de duas maneiras: de acordo com o tipo de pessoa e a proporção dos constituintes em seus corpos etérico e astral. A primeira é a queima real da teia pelo fluxo de matéria volatilizada, deixando aberta a porta para todos os tipos de forças irregulares e más influências. Em segundo lugar, o fluxo desses constituintes voláteis de alguma forma endurece os átomos e enfraquece boa parte de suas pulsações, tornando-os incapazes de serem vitalizados pelo tipo especial de força que os une em forma de teia. O resultado é um tipo de ossificação da teia que deixa passar pouquíssima força de um plano para o outro.
Podemos ver os efeitos desses dois tipos de deterioração no caso do alcoolismo. Aqueles afetados da primeira maneira sofrerão de “delirium tremens”, obsessão ou insanidade, mas são comparativamente raros. O segundo tipo de deterioração é muito mais comum, leva a uma espécie de amortecimento geral das qualidades da pessoa e resulta em brutalidade e materialismo grosseiros, com a perda de todos os sentimentos mais elevados e do poder de autocontrole. Uma pessoa assim não tem qualquer senso de responsabilidade. Pode amar sua família quando sóbrio, mas, quando embriagado, gasta dinheiro do pão de seus filhos para satisfazer seus próprios desejos, tendo aparentemente perdido toda afeição e responsabilidade.
Esse segundo tipo de efeito é visto com frequência entre os fumantes, os escravos do tabaco, que persistem constantemente na autossatisfação comodista, mesmo sabendo que estão prejudicando os seus vizinhos. Nesse caso está claro que os sentimentos mais puros já foram seriamente abrandados...
Boa semana e reflexão!
Giancarlo Cerutti Panosso

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