A Segunda Consciência Meditativa
Sexta, 25 de Setembro de 2015

Na semana passada compreendemos que a prática meditativa pressupõe o fechar-se para o mundo externo a fim de se mergulhar no mundo interno sutil da essência humana. Ainda mais, vimos que a verdadeira meditação se realiza quando ocorre o contato da personalidade inferior com seu eu superior, de forma integrativa. Essa prática de união com o Ego Superior permite à personalidade ficar cada vez mais consciente de sua origem, seu destino e sua natureza divina, para que ela possa cumprir com sua missão evolutiva sob as luzes do amor e da sabedoria.
Entretanto, é preciso se ter consciência de que “a meditação nem sempre é boa”. Muitas vezes nada de emocionante acontece e parece que de nada adiantou meditar. Algumas pessoas até saem angustiadas e melancólicas após uma sessão de meditação, pensando ser incapazes de entrar em estado meditativo. Não têm certeza de nada e sentem que não estão progredindo... O fato é que muitos acreditam que a meditação foi um fracasso e totalmente inútil se após ela não se sentirem felizes e elevados. Pois saibam que estas experiências são comuns a todos os que buscam a vida espiritual.
Tanto o estresse ou a tensão nervosa podem ser razões físicas que nos impedem de realizar uma agradável meditação, bem como as influências astrais e mentais circundantes. Até mesmo a época planetária em que nos encontramos pode afetar favoravelmente ou não a nossa meditação. Muitos são os fatores a serem considerados. Por isso, devemos imaginar que a meditação é como uma ginástica. Nem sempre um atleta sente prazer ao realizar os seus treinos. Há dias que o corpo reclama e a dor e o desconforto parecem ser as únicas sensações que acompanham o seu treinamento. Por outro lado, o atleta sabe que é preciso disciplina, e não é por essas razões que ele vai deixar de treinar, se deseja obter os resultados finais almejados.
Muitas vezes a meditação pode ser comparada a um dia que se apresenta nublado. Neste caso, devemos ter em mente que não é porque o dia está cinzento que o Sol deixou de existir atrás das nuvens. Obviamente, é muito bom sentirmos os raios do sol banhando o nosso corpo, mas nem sempre o céu está limpo e livre para que isto aconteça, não é uma necessidade extrema da vida. Da mesma forma, a “personalidade” deve seguir em sua prática meditativa mesmo em dias que não sejam tão apropriados, pois é certo que o Ego Superior está lá, sempre a brilhar e esperar pelo momento de integração entre ambos, que tanto desperta e expande sua consciência.
O importante na meditação é abrirmos a janela do nosso quarto para a entrada do Sol. Um Sol que altera as condições dentro do quarto, mas não altera a si mesmo, nem nós a ele, pois ele sempre é o mesmo. Mas isso já é assunto para a próxima semana, quando tratarmos da terceira consciência da meditação. Até lá!

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