A Medicina Tradicional Chinesa II
Sexta, 18 de Dezembro de 2015

Na semana passada comentamos que os princípios terapêuticos da Medicina Tradicional Chinesa já eram conhecidos há mais de 5.000 anos através do “Livro do Imperador Amarelo”. Também vimos que tais princípios continuam válidos até hoje devido às suas essencialidades. São eles:

I) Estar em harmonia com a natureza
II) Cultivar emoções saudáveis
III) Permitir o fluxo equilibrado da energia no corpo.

Pois bem, a ciência médica oriental vislumbra o ser humano como um todo, não considerando apenas o seu corpo físico, mas a união do seu corpo com sua mente e seu espírito, relacionando-se com o meio ambiente que o cerca.

Um dos pontos principais é que o paciente tem papel ativo e fundamental na sua adaptação ao meio ambiente. Quem melhor que ele para conduzir e se responsabilizar pelo auto-cuidado, pela manutenção da própria saúde?

É claro que o médico participa desse processo, mas quem assume o comando da condução do corpo, mente e espírito é o paciente. Além do mais, o cuidado da saúde pressupõe uma atitude de preocupação, de responsabilidade e de desenvolvimento afetivo consigo mesmo e do médico com o paciente.

A base do conhecimento e das técnicas desenvolvidas pela Medicina Tradicional Chinesa concentra-se em três pontos:

I) Um fluxo essencial chamado Ch’i, que faz tudo existir
II) Uma clínica transformação da força de dois opostos, Yin e Yang, que faz tudo se mover;
III) Cinco movimentos associados à água, madeira, fogo, terra e metal.

Para prevenir e tratar doenças a medicina Tradicional Chinesa utiliza instrumentos dos quais citaríamos cinco principais: a Meditação (treinamento para aquietar a mente), a Fitoterapia (chás e ervas medicinais que harmonizam e curam), a Acupuntura (terapia que estimula pontos energéticos no corpo por intermédio da agulha), a Dietoterapia (alimentação que equilibra a fisiologia digestiva) e as Práticas Físicas (Tai Chi Chuan, Kung Fu, Liang Gong, Ch’i Gong, Nei Kung).

A forma de ação da medicina oriental é mais lenta e menos agressiva quando comparada com a medicina ocidental. Imita a natureza, onde tudo acontece lentamente para não perder a harmonia. E esta é uma linha que a Associação Cultural Atena segue na formação de seus voluntários.
 

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