Liderança e Cidadania
Sexta, 22 de Janeiro de 2016

Bom dia caros amigos!

Nestes tempos “bicudos”, é preciso reflexão. O homem anda cercado de incertezas e desafios. A sociedade anda perdida e desamparada. As instituições se demonstram ineficientes e desorganizadas. As nações continuam individualistas e desajustadas. E o mundo parece um lugar perigoso para se viver...

A realidade humana que se apresenta é mero reflexo da atitude do próprio homem que ainda falha na condução de sua própria evolução. Por que há tanta miséria e corrupção nesse mundo? Por que os homens continuam se ameaçando e se matando em pleno século XXI?

Em seu cerne, a humanidade possui todas as respostas e explicações... Mas poucos ainda estão preparados e dispostos a mergulhar na essência das verdades que glorificam a convivência humana. E por quê? Porque o próprio homem falha em sua autoformação.

Há milhares de anos se sabe que a base para se obter qualquer resultado produtivo, harmonioso e satisfatório em uma sociedade é a “educação”, pautada por princípios que visem desenvolver no homem pelo menos quatro virtudes elementares: a prudência (sabedoria), o valor (coragem), a temperança (equilíbrio) e a justiça.

A educação não pode visar o individualismo, a cobiça, o ódio, a injustiça e tantas outras desgraças que corrompem a harmonia do viver em sociedade. A educação deve desenvolver no homem suas melhores aptidões morais e intelectuais. Para uma adequada educação, as crianças devem estar sempre cercadas de beleza e amor, sem que nenhuma crise dos mais velhos chegue aos seus ouvidos. Os adolescentes, por sua vez, devem frequentar instituições especiais que lhes despertem o ímpeto de liderança e cidadania para desempenharem no futuro heróicas vocações. A juventude deve estudar e capacitar-se segundo as suas próprias aptidões práticas, preparando-se, num “exército de paz”, para colaborar na obra pública, até chegar à idade adulta e ganhar o título de “cidadão”, que sanciona a plenitude de uma vida intelectual e prática. A velhice, por fim, deve ser a plenitude de paz e a introdução ao invisível, tendo o Estado a obrigação de prover todas as suas necessidades, garantindo segurança econômica e social suficiente e merecida a todos aqueles que dedicaram anos de trabalho à sociedade.

Para liderar uma sociedade é preciso primeiro tornar-se cidadão. Platão era um que dizia: o “status” de cidadão (ser consciente dentro do Estado) não se obtém pelo simples nascimento, mas sim pela constatação de suficientes aptidões intelectuais e morais. Somente o verdadeiro cidadão pode aspirar a cargos públicos e aos mais altos desígnios, pois apresenta suficiente experiência filosófico-política e indiscutível dignidade para liderar a si mesmo e aos demais.

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