Os Três Caminhos para a Paz (I)
Sexta, 19 de Fevereiro de 2016

Sem paz interna não há paz externa. Está é uma verdade incontestável. As guerras não surgem por crises ambientais, econômicas, políticas etc. As guerras surgem pela ação ou reação interna do homem perante as adversidades. Os conflitos humanos, igualmente, não são reflexos das necessidades externas, mas sim da ignorância e falta de experiência interna frente aos propósitos da vida. Quando o homem não se conhece, age feito um animal.

Todos os problemas humanos estão dentro da esfera de consequências que o próprio homem cria. Isso não é bom nem ruim, apenas o reflexo natural das ações que ele mesmo executa. Obviamente, se tomar o caminho das más ações, as consequências vindouras serão desagradáveis. Se tomar o caminho das boas ações, um mundo melhor se abrirá para todos. As leis da causalidade e da ação e reação são, igualmente, incontestáveis e universais.

Mas como romper com esse ciclo de ações e consequências desajustadas com o bom viver natural que tanto se percebe atualmente? Por que estamos nós sofrendo as consequências das ações de nossos compatriotas de agora ou de nosso passado? É nossa obrigação arrumar a casa quando tantos outros estão a bagunçá-la? Temos, nós, a obrigação de deixar um mundo melhor para as gerações futuras?

Todas as perguntas possuem implicitamente suas respostas em seus próprios enunciados... Todos são capazes de encontrar o melhor caminho para as suas adversidades, pois elas mesmas indicam o caminho a ser seguido. Lá no fundo da consciência humana encontra-se a resposta para cada uma dessas questões. Obviamente, quando o homem decide trilhar o seu caminho em companhia dos demais, pensando sempre na coletividade, as pedras e barreiras são contornadas muito mais rapidamente. 

Para romper com o ciclo de ações e consequências desajustadas com o bom viver natural que se apresenta atualmente, fica a dica de nossa irmã mais velha Annie Besant, quando nos aponta três caminhos para se encontrar a Paz: 

“O caminho que precisamos começar a palmilhar para ingressarmos na senda que conduz à morada da paz consiste em um esforço para identificarmos a nossa consciência com o Verdadeiro Eu, para vermos como ele vê, julgarmos como ele julga. Não podemos fazê-lo – isto é desnecessário dizer – mas podemos começar a tentar. Os meios são: desapegar-se dos objetos dos sentidos, não importar-se com os resultados e meditar de forma sempre renovada sobre o Verdadeiro Eu.” 

Semana que vem falamos mais sobre essas três considerações... Até mais!

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