Filosofia
Sexta, 10 de Janeiro de 2014

Caros amigos! Por mais que na semana passada chegamos a definir Filosofia como sendo o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem, sabemos que tal definição ainda é muito restrita para tudo o que ela representa. A Filosofia não se atém apenas a estes elementos. Além do mais, não é só um estudo, que geralmente é teórico, mas também é uma prática.

Muitos pensadores buscam uma definição a cerca da Filosofia que tente elucidar na mente das pessoas a experiência que a mesma provoca em quem decididamente passa a trilhar por seus enigmáticos e ao mesmo tempo luminosos caminhos. Mas acontece que a Filosofia não se encontra ou se revela somente no intelecto, na mente, na caixa encefálica, como muitos imaginam. Ela vai muito mais além, ou do ponto de vista humano, diríamos que nós é que podemos ir muito mais além.

Pitágoras de Samos, no século seis a.C., lançou o termo “Filosofia” tentando dar uma ideia de tudo o que há por trás dessa essência. Diz-se que durante uma olimpíada na Grécia Antiga, quando perguntado pelo príncipe Leonte em que arte era versado, Pitágoras havia respondido-lhe que em nenhuma. Ainda mais, por achar demasiado pretensiosa a denominação de “sábio” que lhe davam, teria sugerido que lhe chamassem de Filósofo (amigo da sabedoria), de onde vem o termo Filosofia.

Mais que uma relação de amizade ou de afinidade, a expressão Filosofia passou a significar desde então um “Amor à Sabedoria”. Helena Blavatsky, filósofa russa do século dezenove d.C., vai ainda mais longe, revelando que a tradução mais correta para expressar o significado de Filosofia seria “Sabedoria do Amor”. Que sutil e magnífico resultado frente a uma inversão de palavras! Certamente que Pitágoras sabia desta significação, pois o termo que usou era apenas algo representativo para tentar expressar tudo o que ele vinha descobrindo a cerca da conexão do homem com a vida, com a natureza, com o universo, com as forças divinas, com Deus, que tantos outros já haviam relatado antes mesmo de sua época.

Por mais que digam que de um lado a Filosofia se distingue da Mitologia e da Religião, por sua ênfase em argumentos racionais, e de outro lado ela se diferencia das pesquisas científicas por geralmente recorrer a procedimentos empíricos em suas investigações, insistimos em divulgar que a Filosofia é a primeira matéria ao nosso alcance capaz de abranger todas as ciências e religiões, crenças e convenções.

A “Sabedoria do Amor” não se limita apenas à argumentação lógica, à análise conceitual, à investigação teórica e às experiências de pensamento. A “Sabedoria” e o “Amor”, em suas individualidades, por si só já são muito mais profundas e abrangentes do que possamos delimitar ou imaginar. O quão longe se chega então quando ambos são combinados em uma única essência?

 

Esta é a Filosofia da qual tratamos na Associação Cultural Atena.

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