A Quarta Consciência Meditativa
Sexta, 08 de Julho de 2016

Amigos leitores! Tempos atrás definimos pelo menos três das sete etapas preliminares da meditação ateniense que, em sua última instância, busca conduzir-nos à realização da verdadeira meditação.

A primeira etapa da prática meditativa pressupunha o fechar-se para o mundo externo a fim de se mergulhar no mundo interno sutil da essência humana.

A segunda etapa envolvia o despertar da consciência para o fato de que a meditação nem sempre corresponde aos nossos anseios imediatos, ou seja, a meditação nem sempre é boa, pois é um exercício que requer muita prática e constância. É tal como os exercícios físicos que um atleta olímpico precisa fazer todos os dias... nem sempre seu corpo sentirá prazer pela ginástica que deve ser feita cotidianamente para que ele obtenha o preparo físico almejado.

A terceira etapa preliminar que havíamos visto era sobre se ter em mente que a meditação física não se destina ao Ego (nosso Eu Superior), mas sim ao treinamento dos veículos inferiores, para que lhe sirvam de canal, visto que é este o propósito próprio do Ego: tornar-se plenamente ativo em todos os planos, inclusive no físico.

Hoje, então, vamos falar sobre a quarta consciência preliminar da meditação ateniense, dando sequência ao entendimento necessário a todo aquele que anseia trilhar o verdadeiro caminho da meditação.

A quarta etapa a que nos referimos envolve a compreensão de que grandes emoções advindas do Búdico podem se refletir no nosso corpo astral. Em outras palavras significa que através da meditação pode-se sentir o corpo emocional vibrar fortemente quando o mesmo consegue realizar uma sintonia conectiva com o corpo intuicional.

Essas grandes emoções, sensações ou vibrações atingem o corpo astral principalmente quando:

a) Chegamos a uma conclusão sobre algum assunto a que nos propomos meditar de forma racional, intelectual, contemplativa e exaustiva;

b) Descobrimos o que o nosso Ego pensa sobre esse assunto, mas de forma intuitiva;

c) Contatamos nossos mestres instrutores e/ou protetores, para o caso de quem já se encontra num estado bastante desenvolvido.

Seja pela primeira, segunda ou terceira possibilidades acima elencadas, a emoção revelada no corpo astral é sempre de plena confirmação de que se obteve magnífico êxito na meditação. Seja através de nossa mente ou de nossa intuição, sentimos que nossa personalidade realmente vibrou em sintonia com o Ego ou nosso Eu Superior, permitindo uma expansão da consciência nos planos da existência divina.

A quarta consciência da meditação ateniense consiste, enfim, na compreensão de que as emoções do Eu Superior podem se refletir em nossa personalidade, principalmente pelo caminho mental, intuicional ou de contato com os nossos mestres. E isto é maravilhoso para todo aquele que busca uma vida repleta de amor, paz e espiritualidade.

Boa semana a todos!
 

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