A Quinta Consciência Meditativa
Sexta, 15 de Julho de 2016

Amigo leitor! Precisamos dar sequência aos esclarecimentos sobre o caminho consciencial que leva à verdadeira meditação. Na semana passada apresentamos a quarta consciência meditativa, após relembrar as três primeiras. Hoje, vamos discorrer sobre a quinta consciência preliminar da meditação ateniense, restando para as próximas semanas apenas duas mais, das sete que compõem esse processo de preparação.

A quinta etapa consciencial envolve, por sua vez, a compreensão dos propósitos específicos elencados para a realização da meditação ateniense. Esses propósitos são em número de três:

1) Reflexão sobre algum ideal elevado;
2) Aproximação dos Mestres e do Logos;
3) Treinamento da personalidade.

A reflexão sobre algum ideal elevado requer uma dedicação meditativa de contemplação levada à exaustão, pois os nobres ideais são de uma amplitude e profundidade imensas. Muitos são os ideais elevados que podem ser investigados e contemplados através da meditação. Particularmente, dentro da meditação ateniense, iniciamos pelos ideais que fundamentam a Associação Cultural Atena: os ideais de Fraternidade, Tolerância e Conhecimento. Posteriormente, outros nobres ideais são também inseridos no processo meditativo.

Em relação à aproximação dos Mestres e do Logos, o propósito é dado para que suas forças desçam até nós e, principalmente, através de nós para o benefício do mundo. Meditamos com a intenção de nos tornarmos verdadeiros instrumentos da ação dos Mestres e do próprio Logos para que a grande obra de Deus, plena de amor, bondade e sabedoria, reflita-se em nosso meio para o bem de todos.

Por terceiro, elencamos o treinamento da personalidade, abrangendo duplamente o desenvolvimento do caráter e o ajustamento do temperamento. Exercícios para os nossos corpos inferiores - incluindo o desenvolvimento dos chacras - são de extrema importância para que a nossa personalidade se acostume a responder às vibrações mais elevadas. O canal entre o Ego (Eu Superior) e a personalidade não está sempre aberto. A meditação, conscientemente feita, abre o canal e o mantém aberto. Num estágio mais adiantado, a meditação poderá ser usada para despertar os centros etéricos, que se encontram adormecidos. Como afirma Charles Leadbeater, despertando plenamente o primeiro centro - Kundalini (a serpente de fogo) - que fica na base da espinha, sua tremenda força vivifica os outros centros. Seu efeito nos centros etéricos é trazer à consciência física os poderes despertados pelo desenvolvimento dos centros astrais correspondentes.

Em suma, a quinta consciência meditativa compreende os propósitos nobres e elevados que podem e devem ser considerados neste processo de autoconhecimento e autorrealização espiritual que é a meditação...

Até semana que vem!
 

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